MarU
@MarU#Desafio 307
—Tempo passado—
O dia passou cansado,
o tic-tac batendo,
quase parado
e, mesmo assim,
sendo,
passou acelerado.
O dia passou rápido,
cansativa jornada ativa,
corpo fechado,
olhos serrados,
desfalecendo
deste tempo,
deste espaço.
No momento,
me desfaço,
sem tempo,
sem energias
para mais deste dia.
Foi bom ter acabado.
Que acabe este
e recomece
outra volta
do relógio desgastado.
Que recomece a vida
para mais
que dias pesados!
MarU
—Tempo passado—
O dia passou cansado,
o tic-tac batendo,
quase parado
e, mesmo assim,
sendo,
passou acelerado.
O dia passou rápido,
cansativa jornada ativa,
corpo fechado,
olhos serrados,
desfalecendo
deste tempo,
deste espaço.
No momento,
me desfaço,
sem tempo,
sem energias
para mais deste dia.
Foi bom ter acabado.
Que acabe este
e recomece
outra volta
do relógio desgastado.
Que recomece a vida
para mais
que dias pesados!
MarU
MarU
@MarU#desafio 306
—Boa noite!
A chuva…
As nuvens…
A noite.
O frescor da brisa,
um beijo ao vento.
A lua que se esconde,
as janelas abertas.
Um sentimento que consome,
um singelo desejo,
um beijo:
—Boa noite!
MarU
—Boa noite!
A chuva…
As nuvens…
A noite.
O frescor da brisa,
um beijo ao vento.
A lua que se esconde,
as janelas abertas.
Um sentimento que consome,
um singelo desejo,
um beijo:
—Boa noite!
MarU
MarU
@MarU#Desafio 307
-Eu não existo-
Talvez meu pecado
tenha sido tê-lo visto,
com o coração.
Talvez minha alma
não tenha devido
esbarrar contigo…
sucumbindo
ao magnetismo
desta atração.
Talvez eu já soubesse disso.
Talvez não.
Agora é tarde!
Do que vivemos,
do que sentimos,
de tudo que não pôde,
nem deveria
ter acontecido…
no seu coração,
sou um rabisco.
Eu não existo,
além do que um dia
foi nossa imaginação.
MarU
-Eu não existo-
Talvez meu pecado
tenha sido tê-lo visto,
com o coração.
Talvez minha alma
não tenha devido
esbarrar contigo…
sucumbindo
ao magnetismo
desta atração.
Talvez eu já soubesse disso.
Talvez não.
Agora é tarde!
Do que vivemos,
do que sentimos,
de tudo que não pôde,
nem deveria
ter acontecido…
no seu coração,
sou um rabisco.
Eu não existo,
além do que um dia
foi nossa imaginação.
MarU
MarU
@MarUMarU
@MarU#desafio 305
—Sonho 69—
Hoje sonhei com uma lembrança,
do que nunca vivi.
Você estava aqui,
olhou nos meus olhos,
profundo…
entendi com a alma,
palavras de pensamentos
absurdos.
Éramos finos,
tínhamos classe,
estávamos juntos.
Conversamos com os olhos,
como cúmplices,
e saímos dali.
O mundo desapareceu
no entorno.
Havia odor de enxofre,
suor
e labaredas.
Não éramos mornos,
éramos como carne
e famintos,
nos comemos.
Meus lábios mordo,
lembrando,
apenas em pensamentos,
deste sonho.
Seus dentes
em meu pescoço,
mamilos acesos,
te chamando.
Ainda sinto você
dentro de mim.
Nas suas mãos,
me fazendo carne,
desjejum, almoço e janta.
Você gemendo,
no fundo da minha
garganta.
Vertendo seu gozo.
Meu pulso vigoroso,
na sua boca,
sua língua,
seu rosto…
Imagine,
como foi acordar
de um sonho assim!
MarU
—Sonho 69—
Hoje sonhei com uma lembrança,
do que nunca vivi.
Você estava aqui,
olhou nos meus olhos,
profundo…
entendi com a alma,
palavras de pensamentos
absurdos.
Éramos finos,
tínhamos classe,
estávamos juntos.
Conversamos com os olhos,
como cúmplices,
e saímos dali.
O mundo desapareceu
no entorno.
Havia odor de enxofre,
suor
e labaredas.
Não éramos mornos,
éramos como carne
e famintos,
nos comemos.
Meus lábios mordo,
lembrando,
apenas em pensamentos,
deste sonho.
Seus dentes
em meu pescoço,
mamilos acesos,
te chamando.
Ainda sinto você
dentro de mim.
Nas suas mãos,
me fazendo carne,
desjejum, almoço e janta.
Você gemendo,
no fundo da minha
garganta.
Vertendo seu gozo.
Meu pulso vigoroso,
na sua boca,
sua língua,
seu rosto…
Imagine,
como foi acordar
de um sonho assim!
MarU
MarU
@MarU#desafio 304
—Amores—
A verdade
é que eu nunca procurei o amor.
Procurei liberdade, independência.
Procurei forças.
Procurei prazeres
que não fossem complexos,
nem causassem dependência.
Procurei tanto,
que o amor me encontrou,
mais de uma vez.
Do amor,
sou profundamente conhecedora.
Já amei demais.
Amei mais que qualquer pessoa.
Amei e amo,
amarei amores até morrer
e viverei de amor enquanto eu viver.
O amor me ama,
isso é inegável.
Aos amores que amei nesta vida,
deixo o meu legado.
A liberdade de amá-los
me trouxe dependência.
Ganhei forças,
enquanto minhas pernas fraquejam.
Me contradigo,
sempre que tento renegar.
Das suas graças,
tenho dependência.
Sou apaixonada,
de nascença.
Sempre terei a quem amar.
Ainda que um amor,
me renegue,
serei grata,
eu o amo.
Uma hora o amor se transforma.
Em mim, se renova.
Amarei de volta,
redamando.
Jamais deixarei de amar.
MarU
—Amores—
A verdade
é que eu nunca procurei o amor.
Procurei liberdade, independência.
Procurei forças.
Procurei prazeres
que não fossem complexos,
nem causassem dependência.
Procurei tanto,
que o amor me encontrou,
mais de uma vez.
Do amor,
sou profundamente conhecedora.
Já amei demais.
Amei mais que qualquer pessoa.
Amei e amo,
amarei amores até morrer
e viverei de amor enquanto eu viver.
O amor me ama,
isso é inegável.
Aos amores que amei nesta vida,
deixo o meu legado.
A liberdade de amá-los
me trouxe dependência.
Ganhei forças,
enquanto minhas pernas fraquejam.
Me contradigo,
sempre que tento renegar.
Das suas graças,
tenho dependência.
Sou apaixonada,
de nascença.
Sempre terei a quem amar.
Ainda que um amor,
me renegue,
serei grata,
eu o amo.
Uma hora o amor se transforma.
Em mim, se renova.
Amarei de volta,
redamando.
Jamais deixarei de amar.
MarU
MarU
@MarU#desafio 303
—Outros tempos—
Em outros tempos,
hoje escreveria sobre as mãos
que tanto amo,
passeando pelas curvas
do meu corpo,
alisando a minha pele
com maestria,
dedilhando suas notas,
nos desenhos dos meus contornos.
Faríamos músicas,
usando seu instrumento.
E com suas mãos
agarrando minha cintura
e enrolada em meus cabelos,
conjunção de corpos em movimento.
Em outros tempos,
hoje seria o dia,
de tomar seus pensamentos,
só pra mim.
Te provocando com minhas cenas
de alma nua,
criando dilemas em verdades cruas,
de vontades, de ardor e amor,
que você sabe serem só por ti.
Faríamos uma viagem ao infinito,
você e eu no mesmo barco,
hasteando uma bandeira pirata
num mastro largo,
viajaríamos os sete mares.
Seríamos a lenda
da borboleta e o vampiro,
dançaríamos tango pelados,
derramando vinho.
Seria lindo!
Em outros tempos,
Hoje seria um dia,
muito mais feliz.
Trocaríamos energias e mensagens,
a cada momento do dia.
Receberíamos sinais por telepatia.
Falaríamos sobre música,
literatura, filosofia,
e sobre a vida.
Faríamos planos para o futuro,
mas os planos mudaram,
não é?
Hoje,
os tempos já são outros.
… e os planos também.
E não incluem mais
eu com você.
MarU
—Outros tempos—
Em outros tempos,
hoje escreveria sobre as mãos
que tanto amo,
passeando pelas curvas
do meu corpo,
alisando a minha pele
com maestria,
dedilhando suas notas,
nos desenhos dos meus contornos.
Faríamos músicas,
usando seu instrumento.
E com suas mãos
agarrando minha cintura
e enrolada em meus cabelos,
conjunção de corpos em movimento.
Em outros tempos,
hoje seria o dia,
de tomar seus pensamentos,
só pra mim.
Te provocando com minhas cenas
de alma nua,
criando dilemas em verdades cruas,
de vontades, de ardor e amor,
que você sabe serem só por ti.
Faríamos uma viagem ao infinito,
você e eu no mesmo barco,
hasteando uma bandeira pirata
num mastro largo,
viajaríamos os sete mares.
Seríamos a lenda
da borboleta e o vampiro,
dançaríamos tango pelados,
derramando vinho.
Seria lindo!
Em outros tempos,
Hoje seria um dia,
muito mais feliz.
Trocaríamos energias e mensagens,
a cada momento do dia.
Receberíamos sinais por telepatia.
Falaríamos sobre música,
literatura, filosofia,
e sobre a vida.
Faríamos planos para o futuro,
mas os planos mudaram,
não é?
Hoje,
os tempos já são outros.
… e os planos também.
E não incluem mais
eu com você.
MarU
MarU
@MarU#desafio 302
— Indigestão—
Alguns dias
são mais confusos
que outros.
As vozes críticas,
as sabotagens ínfimas,
as controvérsias íntimas…
vou internalizando
cada detalhe
insosso.
Vou digerindo tudo
sem o gosto.
Vou engolindo tudo,
sem mastigar.
E remoo.
Nem mais
o silêncio
grita.
Ele só fica
e eu, inerte,
absorvo.
Não me movo.
Hoje
me dei conta
que a esperança
não conta.
Que o gosto
das coisas,
uma vez perdido,
não volta.
A memória afetiva,
em relação
àquela coisa,
mudou.
Se tornou outra.
Uma
que me dá enjoo.
Está é
a verdade indigesta,
que continuo a degustar.
MarU
— Indigestão—
Alguns dias
são mais confusos
que outros.
As vozes críticas,
as sabotagens ínfimas,
as controvérsias íntimas…
vou internalizando
cada detalhe
insosso.
Vou digerindo tudo
sem o gosto.
Vou engolindo tudo,
sem mastigar.
E remoo.
Nem mais
o silêncio
grita.
Ele só fica
e eu, inerte,
absorvo.
Não me movo.
Hoje
me dei conta
que a esperança
não conta.
Que o gosto
das coisas,
uma vez perdido,
não volta.
A memória afetiva,
em relação
àquela coisa,
mudou.
Se tornou outra.
Uma
que me dá enjoo.
Está é
a verdade indigesta,
que continuo a degustar.
MarU
MarU
@MarU#desafio 301
—Quimera—
Sou uma quimera amorosa.
São tantas partes quebradas,
dispostas num mar
de águas revoltas.
Sou espelho de outras vidas,
outros amores,
moldada, partida,
descartada…
que já não me reconheço,
se alguma for encontrada.
Sou uma quimera amorosa,
sempre em movimento,
me ajustando
ao que o outro gosta.
Vou me perdendo
de mim mesma,
me descartando
como algo que não importa.
Sou uma quimera…
e amores não são pra mim.
Amo-os sem respeito comigo,
me entrego, me descartam,
me recrio.
Sempre foi assim.
Sou quimera,
meramente imperfeita,
uma obra da vida,
das circunstâncias,
da minha própria natureza.
Sou a quimera que te ama
e, estranhamente,
não ama a si.
Sou quimera
de partes fragmentadas,
nessas águas
de amores
que nunca foram
pra mim.
MarU
—Quimera—
Sou uma quimera amorosa.
São tantas partes quebradas,
dispostas num mar
de águas revoltas.
Sou espelho de outras vidas,
outros amores,
moldada, partida,
descartada…
que já não me reconheço,
se alguma for encontrada.
Sou uma quimera amorosa,
sempre em movimento,
me ajustando
ao que o outro gosta.
Vou me perdendo
de mim mesma,
me descartando
como algo que não importa.
Sou uma quimera…
e amores não são pra mim.
Amo-os sem respeito comigo,
me entrego, me descartam,
me recrio.
Sempre foi assim.
Sou quimera,
meramente imperfeita,
uma obra da vida,
das circunstâncias,
da minha própria natureza.
Sou a quimera que te ama
e, estranhamente,
não ama a si.
Sou quimera
de partes fragmentadas,
nessas águas
de amores
que nunca foram
pra mim.
MarU
MarU
@MarU#desafio 300
—Anotações do silêncio—
Acho que estou aprendendo
a me comunicar
com o silêncio.
Estou entendendo
nas linhas vazias
o que falta
nas entrelinhas.
Tenho aprendido
a ouvir com a alma
o que a boca
não fala,
mas,
numa pausa
um pouco mais longa,
suspira.
Tenho ouvido
o batimento,
quando a mão
hesita.
Tenho permanecido,
mesmo que nada
seja favorecível.
E acredito
no que vivemos,
ainda que
não tenhamos vivido.
A vida
tem continuado
e, mesmo
o que parece “nada”,
revela algo
no íntimo.
Algo
que faz diferença
pra mim.
Você nunca me fala:
“Não se afasta!”…
mas eu sinto.
E quando te falo
que preciso…
mas demonstro
todos os dias,
que não consigo.
Há algo
que não supera
a falta,
algo que vem
aprendendo
a manter
a calma.
E eu tenho aprendido
contigo…
Não no meu tempo,
mas no tempo
que for preciso.
MarU
—Anotações do silêncio—
Acho que estou aprendendo
a me comunicar
com o silêncio.
Estou entendendo
nas linhas vazias
o que falta
nas entrelinhas.
Tenho aprendido
a ouvir com a alma
o que a boca
não fala,
mas,
numa pausa
um pouco mais longa,
suspira.
Tenho ouvido
o batimento,
quando a mão
hesita.
Tenho permanecido,
mesmo que nada
seja favorecível.
E acredito
no que vivemos,
ainda que
não tenhamos vivido.
A vida
tem continuado
e, mesmo
o que parece “nada”,
revela algo
no íntimo.
Algo
que faz diferença
pra mim.
Você nunca me fala:
“Não se afasta!”…
mas eu sinto.
E quando te falo
que preciso…
mas demonstro
todos os dias,
que não consigo.
Há algo
que não supera
a falta,
algo que vem
aprendendo
a manter
a calma.
E eu tenho aprendido
contigo…
Não no meu tempo,
mas no tempo
que for preciso.
MarU
MarU
@MarU#desafio 299
—Chama coração—
Seu coração
é joia rara,
que ama
e doa-se
em brilho luminescente
como nenhum outro.
Seu coração
é chama viva,
que vem acender
o escuro,
aquecer
o dia chuvoso,
secar
todas as lágrimas,
prover conforto,
verter
poesia.
Seu coração
tem a batida
da vida,
que convida
à dança,
que anima
a alma
que brinca,
como criança.
Trazendo alegria,
cativa
a quem vê
em seus olhos
o brilho
do verde oceano,
esperança marítima,
encanto cigano,
odalisca,
entardecer.
MarU
—Chama coração—
Seu coração
é joia rara,
que ama
e doa-se
em brilho luminescente
como nenhum outro.
Seu coração
é chama viva,
que vem acender
o escuro,
aquecer
o dia chuvoso,
secar
todas as lágrimas,
prover conforto,
verter
poesia.
Seu coração
tem a batida
da vida,
que convida
à dança,
que anima
a alma
que brinca,
como criança.
Trazendo alegria,
cativa
a quem vê
em seus olhos
o brilho
do verde oceano,
esperança marítima,
encanto cigano,
odalisca,
entardecer.
MarU
MarU
@MarU#desafio 298
—Amor é…—
Dizem,
que amar
também é deixar ir.
…
mas
quando é amor
de verdade,
ainda que parta,
te parta,
se parta…
não se apartará de ti.
Amor de verdade,
permanece na gente
até o final.
MarU
—Amor é…—
Dizem,
que amar
também é deixar ir.
…
mas
quando é amor
de verdade,
ainda que parta,
te parta,
se parta…
não se apartará de ti.
Amor de verdade,
permanece na gente
até o final.
MarU
MarU
@MarU#desafio 297
—Me beija—
Com os olhos,
me beija
demorado!
Passa seu olhar
por mim,
encarando
meus lábios.
Mira
minha boca,
molhada
e sedenta.
Imagina
o sabor
da minha saliva.
A textura
da minha língua,
acariciando a sua,
boca adentro.
Sente,
em pensamento.
Entorpecida
no meu hálito
de desejo.
Invade minha boca,
me beija!
Se insira,
olhar adentro.
Me mira!
Me beija!
MarU
Em homenagem ao 06 de Julho que é o dia Mundial do beijo.
—Me beija—
Com os olhos,
me beija
demorado!
Passa seu olhar
por mim,
encarando
meus lábios.
Mira
minha boca,
molhada
e sedenta.
Imagina
o sabor
da minha saliva.
A textura
da minha língua,
acariciando a sua,
boca adentro.
Sente,
em pensamento.
Entorpecida
no meu hálito
de desejo.
Invade minha boca,
me beija!
Se insira,
olhar adentro.
Me mira!
Me beija!
MarU
Em homenagem ao 06 de Julho que é o dia Mundial do beijo.
MarU
@MarU#desafio 296
—Ventos de partida—
Deixei o vento
passar por mim.
Em pele nua,
à luz da lua,
o reflexo clarim.
No vento,
sabor de maresia
e aroma de Oceania.
A noite queimava
e ardia
dentro de mim.
O frescor
do vento norte,
traz no pensamento
um sentimento forte,
que insiste
e não me deixa
esquecer de ti.
Com ele,
me deparo comigo
e tudo
que não te digo,
mas insisto
em não deixá-lo partir.
Hoje,
o vento frio
sussurrou ao meu ouvido,
que tudo
que tenho sentido,
enterrarei
nas areias
dentro de mim.
Soprarei
pra você
um sentido.
Darei pra você
o motivo
e o deixarei
ir-se daqui.
Um dia,
talvez
o vento te conte,
que segui…
mas nem de longe
esqueci
o que senti.
MarU
—Ventos de partida—
Deixei o vento
passar por mim.
Em pele nua,
à luz da lua,
o reflexo clarim.
No vento,
sabor de maresia
e aroma de Oceania.
A noite queimava
e ardia
dentro de mim.
O frescor
do vento norte,
traz no pensamento
um sentimento forte,
que insiste
e não me deixa
esquecer de ti.
Com ele,
me deparo comigo
e tudo
que não te digo,
mas insisto
em não deixá-lo partir.
Hoje,
o vento frio
sussurrou ao meu ouvido,
que tudo
que tenho sentido,
enterrarei
nas areias
dentro de mim.
Soprarei
pra você
um sentido.
Darei pra você
o motivo
e o deixarei
ir-se daqui.
Um dia,
talvez
o vento te conte,
que segui…
mas nem de longe
esqueci
o que senti.
MarU
MarU
@MarU#desafio 295
—Tempestade—
E o vento
sopra
saudades.
Vejo as nuvens
de tempestade,
de novo,
sinto estremecer
por dentro,
de frio,
e me acolho.
E quando
o vento chega,
dança
em meus cabelos
soltos.
Com o vento,
embalo
meu corpo
e o sigo,
dançando
de novo.
Vejo os raios
na tempestade
e não me assusto.
As cores
das nuvens
fazem o dia
escuro,
mas eu
acho bonito.
É tarde,
admito…
mas ficarei,
mais um pouco.
Não espero
mais nada,
não culpo
o universo.
Apenas sinto,
sentada aqui…
e me permito.
Observo,
aprecio
e me acolho.
A tempestade
vai passar
e eu
me molho.
MarU
—Tempestade—
E o vento
sopra
saudades.
Vejo as nuvens
de tempestade,
de novo,
sinto estremecer
por dentro,
de frio,
e me acolho.
E quando
o vento chega,
dança
em meus cabelos
soltos.
Com o vento,
embalo
meu corpo
e o sigo,
dançando
de novo.
Vejo os raios
na tempestade
e não me assusto.
As cores
das nuvens
fazem o dia
escuro,
mas eu
acho bonito.
É tarde,
admito…
mas ficarei,
mais um pouco.
Não espero
mais nada,
não culpo
o universo.
Apenas sinto,
sentada aqui…
e me permito.
Observo,
aprecio
e me acolho.
A tempestade
vai passar
e eu
me molho.
MarU
MarU
@MarU#desafio 294
—Sin que me veas—
La boca no habla,
la palabra escrita
no me revela nada,
creo ficciones
en mi cabeza.
Ya no sé
si vivo soñando despierta,
o si morí durmiendo,
en un sueño
y ni lo advierta.
Como alma en pena,
me quedé parada frente a vos,
y no hay nada que haga,
que sea bastante
para que me veas.
Quizás, emocionada…
yo estuviera equivocada,
y confundí el sentimiento
con cualquier otra cosa
que no sea la misma.
Con la cabeza baja,
me aparto de tu camino,
sintiéndome humillada,
por mí misma…
y me retiro.
La boca que calla,
habla más que mil palabras…
y yo lo siento.
Sobre todo,
que perdí a mi amigo.
MarU
—Sin que me veas—
La boca no habla,
la palabra escrita
no me revela nada,
creo ficciones
en mi cabeza.
Ya no sé
si vivo soñando despierta,
o si morí durmiendo,
en un sueño
y ni lo advierta.
Como alma en pena,
me quedé parada frente a vos,
y no hay nada que haga,
que sea bastante
para que me veas.
Quizás, emocionada…
yo estuviera equivocada,
y confundí el sentimiento
con cualquier otra cosa
que no sea la misma.
Con la cabeza baja,
me aparto de tu camino,
sintiéndome humillada,
por mí misma…
y me retiro.
La boca que calla,
habla más que mil palabras…
y yo lo siento.
Sobre todo,
que perdí a mi amigo.
MarU
MarU
@MarU#desafio 293
—Meu céu—
No meio da tarde,
parei para respirar,
olhei para o céu…
como eu,
no fundo azul,
entre nuvens brancas,
algumas escuras.
Anunciarão
tempestade?
No peito o aperto
e o desejo:
que não venha agora…
mais tarde.
MarU
—Meu céu—
No meio da tarde,
parei para respirar,
olhei para o céu…
como eu,
no fundo azul,
entre nuvens brancas,
algumas escuras.
Anunciarão
tempestade?
No peito o aperto
e o desejo:
que não venha agora…
mais tarde.
MarU
MarU
@MarU#desafio 292
—Mãe de carga—
Então…
ventava lá fora,
estava escuro
e fazia frio.
A lua penitente
com benevolência
projetava sua luz
e por alguns dias,
iluminava o caminho.
Ela estava cansada
e segurava a mão
um filho.
Ela estava determinada
a encontrar segurança
e abrigo.
A Terra girava,
o sol a açoitava
nos dias,
as noites
o frio.
Ela não tinha nada,
mas sempre encontrava
um jeito
de resistir
e seguiu.
Uma mulher
com coragem
encara a dor
com amor
e faz o milagre
possível.
Caminhando
passo a passo,
hora sangrando,
hora sorrindo.
Seu caminho
é escolha e
é difícil…
mas guia-se
pelo que vê
de mais bonito:
O filho.
Se falar
que não precisa de nada,
está errada!
Precisa apenas
do amor,
para completar
o que era vazio.
MarU
—Mãe de carga—
Então…
ventava lá fora,
estava escuro
e fazia frio.
A lua penitente
com benevolência
projetava sua luz
e por alguns dias,
iluminava o caminho.
Ela estava cansada
e segurava a mão
um filho.
Ela estava determinada
a encontrar segurança
e abrigo.
A Terra girava,
o sol a açoitava
nos dias,
as noites
o frio.
Ela não tinha nada,
mas sempre encontrava
um jeito
de resistir
e seguiu.
Uma mulher
com coragem
encara a dor
com amor
e faz o milagre
possível.
Caminhando
passo a passo,
hora sangrando,
hora sorrindo.
Seu caminho
é escolha e
é difícil…
mas guia-se
pelo que vê
de mais bonito:
O filho.
Se falar
que não precisa de nada,
está errada!
Precisa apenas
do amor,
para completar
o que era vazio.
MarU
MarU
@MarU#desafio 291
—Rumo ao infinito—
Não sou sereia,
apesar do “mar”,
mas estou voltando
pra casa;
longe da terra,
cansada…
não quero mais
ter que andar
por essa terra
empoeirada
usando salto.
Nem nadar
em águas salgadas,
contra a correnteza
no oceano vasto,
que me arrasta.
Quero adentrar
o barco,
navegar distante,
onde minha alma
veleja
em uni-versos.
Onde a doçura
da água,
ou o sal,
sejam poemas
e não dilemas.
Onde eu apenas
veja a beleza
do mar,
nas águas…
aprofunde
meus pensamentos,
mergulhe
em mim mesma
e, às vezes,
regue minha clareza
em vinho tinto,
na taça.
Tomada
por incertezas,
mas ciente
de que aqui,
a navegar,
não as necessito.
No vento,
me deixo levar.
E vou...
rumo ao infinito.
MarU
—Rumo ao infinito—
Não sou sereia,
apesar do “mar”,
mas estou voltando
pra casa;
longe da terra,
cansada…
não quero mais
ter que andar
por essa terra
empoeirada
usando salto.
Nem nadar
em águas salgadas,
contra a correnteza
no oceano vasto,
que me arrasta.
Quero adentrar
o barco,
navegar distante,
onde minha alma
veleja
em uni-versos.
Onde a doçura
da água,
ou o sal,
sejam poemas
e não dilemas.
Onde eu apenas
veja a beleza
do mar,
nas águas…
aprofunde
meus pensamentos,
mergulhe
em mim mesma
e, às vezes,
regue minha clareza
em vinho tinto,
na taça.
Tomada
por incertezas,
mas ciente
de que aqui,
a navegar,
não as necessito.
No vento,
me deixo levar.
E vou...
rumo ao infinito.
MarU
MarU
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