Ah! Mar…
A te contemplar,
passaria a vida...
Mas travessa sou.
E mergulhei os pés
na tola inocência
de me refrescar.
Estava segura
por saber nadar...
Mas águas
assim tão quentes
amolecem a gente
entorpecem a mente
levam a desejar!
Ondas,
correntes,
movimentos...
Não há pés no chão
firmes o suficiente
que barreira imponham
ao seu querer ardente.
Entregar-me é certo:
Já não tenho medo.
Afogar é risco...
E para esse risco
sem eira nem beira,
resta meu grito:
“Engula-me inteira!”
Cris.
Publicado originalmente na e-Revista Literúnico em 20/06/2024. A página antiga registra a data sem horário.