Silêncio!
O amor está sendo velado.
Tenham respeito,
era um nobre sentimento!
Tão honrado que não ousou desejá-la como merecia;
Tão terno que não a queimou
como deveria;
Tão respeitoso que não a tocou como carecia...
Como verso vazio,
matou toda poesia
afogando-se no mar da rotina.
Ainda tentou se salvar, foi verdade.
Mas era tarde...
Não havia bote,
Não havia sorte,
Não havia tempo.
Um último suspiro e a luz se apagou.
O coração não mais batia.
Ore por sua alma,
mas não sinta saudade!
Ele já perecia...
Que um sonho novo se faça
das cinzas que espalho agora.
O solo é fértil e fecundo
a toda afeição desse mundo.
Cr💞s
Publicado originalmente na e-Revista Literúnico em 08/07/2024. A página antiga registra a data sem horário.