O encontro inesperado:
um elogio,
um cumprimento,
um apreço…
E o peito?
Sorriu satisfeito!
O olhar curioso,
a atenção sem medida,
o afeto,
a urgência.
Ah, a urgência!
Vontade sem fim de estar perto.
Suas mentes faziam amor
a cada toque de suas palavras.
Seus corpos dialogavam aflitos,
tamanho o desejo que os percorria.
Tudo se harmonizava:
Ela era a luz que ele merecia,
Ele fogo ardente e sua calmaria.
Um imaginava, o outro respondia.
Sorte? Acaso? Sincronia?
Nomear era irrelevante
e não alterava o fato
que nenhuma ciência refutaria:
A existência de uma falta
ardida, sentida, dolorida,
do que apenas era,
(ainda)
uma promessa…
Cr💞s Ribeiro
Publicado originalmente na e-Revista Literúnico em 14/07/2024. A página antiga registra a data sem horário.