Em uma encruzilhada
existe sempre um “adeus”
que não é simples de se dizer.
Nem é fácil.
Talvez nem sequer seja desejado.
Se de outra forma fosse,
a estrada seria sem curvas
percorrida sem tocar os freios
e sem o doer incontido
na checagem do retrovisor…
Uma longa estrada,
palmo a palmo construída
por mãos dedicadas e recíprocas,
traz consigo as marcas de batalhas
e triunfos
frutos da aliança formada.
Alterar a rota soa como
deslealdade…
Ainda que a via,
mal conservada,
mostre que se acabou de verdade!
Entretanto, há um perigo evidente
de assim insistente,
pela ausência de cor
de emoção ou frescor;
se morrer de repente
no acostamento estreitado
de tédio
ou de torpor.
Cr💞s Carneiro
Publicado originalmente na e-Revista Literúnico em 14/08/2024. A página antiga registra a data sem horário.