Como é possível um oceano
acreditar ser rio intermitente?
Águas volumosas
abarcam tantas culturas,
servem às criaturas
merecedoras (?)
da sua imensidão;
tão cara!
Inspira olhos e alma
de quem nele navega:
desperta emoções,
desencadeia paixões;
se faz presente em canções
e em belos versos de amor.
Forte, intenso e profundo…
No entanto, quando atacado
ao ver seu curso manchado,
turva também a lucidez.
Acuado, perece de si:
enevoa virtudes,
julga-se impotente;
enterra a capacidade
que tem de regenerar-se.
Mas forças da natureza
sucumbem a muita tristeza
se não exercem seu fim.
Então, com vivacidade
decide com muita vontade
tornar-se grande por si.
Com sua corrente incontinente
e a força de um tufão
torna-se mais e imponente
é grandioso outra vez!
Cr💞s Ribeiro
Publicado originalmente na e-Revista Literúnico em 06/09/2024. A página antiga registra a data sem horário.