Á beira do precipício
ele se faz chão:
firme e Irredutível.
A insegurança dela
não compreende
tamanha certeza,
mas a aceita.
Nela se apega
para acalmar o coração
que urge, clama e queima
por concretização.
Queria ser como ele:
convicto, sereno, maduro;
que não refuta a espera,
mas nela aposta como
etapa necessária
ao futuro desejado.
Ela ainda foge
do medo, da dor, do fracasso
de uma vida que sonhou.
Do amor? Não!
Espera que a leve apressado
ao que não planejou:
à vida que é “Vida”,
que lança luz à alma
ofuscando receios,
Iluminando o belo caminho
onde não caiba mais volta.
Cr💞s Ribeiro
Publicado originalmente na e-Revista Literúnico em 26/09/2024. A página antiga registra a data sem horário.