Aos alertas,
sigo atenta.
Tempestades
formam-se de gotículas:
não as deixo acumular.
Sei o que raios provocam,
conheço o poder destrutivo dos ventos…
Por vezes tive que me abrigar
e em tantas delas, nada adiantou.
Foi preciso levantar dos escombros
e reconstruir de tijolo em tijolo
todo um mundo de novo.
Mas quem se ergue uma vez
sabe que consegue muitas outras…
Só que aprendi a espalhar as nuvens.
Não é fácil, bem sei!
São resistentes e parecem ver
os pontos cegos da gente;
acumulam-se sorrateiramente
e sem mais, nem porquê
desabam de uma só vez.
Por isso é preciso atenção:
o mal elimina-se no ninho!
Se não, é você quem perece sozinho…
Cr💞s Ribeiro
Publicado originalmente na e-Revista Literúnico em 08/10/2024. A página antiga registra a data sem horário.