Um brinquedo cativante
em tom de rosa, tão lindo!
Duas roldanas e um barbante
parece dizer: já vou indo!
E a linha que vive enrolada,
desprende do eixo seguro
e é tanta pirueta engraçada
que não se sente em apuro.
Desce contente, liberta;
vivendo a aventura pretendida:
alegre, plena, renascida!
Mas logo sobe incerta…
Há um nó permanente
que a prende com vigor.
Não pode viver contente
à mercê do seu puxador.
Pobre fio de ioiô!
Cr💞s Carneiro
Publicado originalmente na e-Revista Literúnico em 12/10/2024. A página antiga registra a data sem horário.