Não é justo
ter permitido.
Tarde demais…
Fiz-me presa!
Areia movediça
de um amor sem fim.
Não tento me desvencilhar,
ignoro o cipó que me lançam.
Ser salva de quê?
Desejo ser engolida,
mastigada e deglutida!
Ficar presa…
Cedo demais:
ser permitida.
É justo
morar na tua imensidão!
Cr💞s Ribeiro
Publicado originalmente na e-Revista Literúnico em 14/10/2024. A página antiga registra a data sem horário.