Calar a dor, um ato fatal,
Ecoa em silêncio, um grito mortal.
Nas letras, o uivo se faz tão vital,
A falta de voz é o ponto final.
Os sonhos expressos vão transformar
O sentir engasgado a sufocar.
Em um suave despertar
Na arte, a alma vai se libertar.
Não nos calem, não nos prendam, não,
Nossos lampejos são o nosso chão
É berro, é sussurro, é canção,
É a cura e renovação
Então uivemos, alto e sem temor
Com a arte a colorir nossa dor
Que não nos roubem esse valor:
A liberdade de ser o que for
Publicado originalmente na e-Revista Literúnico em 14/06/2024. A página antiga registra a data sem horário.