Eu reclamo do algoritmo
Eu reclamo do aplicativo
Eu reclamo do alcance
Eu reclamo do público
Eu reclamo do ritmo
Eu reclamo do criativo
Eu reclamo do romance
Eu reclamo do único
Do cuidado e do descuido
Do uso e do desuso
Do ontem, do amanhã e do hoje
Do oportuno e do agradecido
Do amigo e do desconhecido
Da fofoca, da notícia, da mentira
Da verdade, da conquista, da ironia
Eu reclamo do texto longo e da poesia
Eu reclamo da morte, eu reclamo da vida
No final, o que mais que restaria?
EBJ
Publicado originalmente na e-Revista Literúnico em 18/06/2024. A página antiga registra a data sem horário.