Estamos, agora, novamente atrasados,
Na estrada do tempo, os passos cansados.
Cada segundo, tão desencontrado,
Virada da hora, o destino selado.
Nossos olhares, sempre voltados
Para o futuro, de sonhos banhados.
Mas o tal tempo, em seu trono elevado,
Desfaz todo plano, em silêncio, traçado.
Vivemos sempre instantes contados,
Em horas vazias, desesperados.
Na ampulheta, um temor ecoado,
De cada grão, um momento roubado.
Estamos juntos, mas isolados,
Pela necessidade, somos desafiados.
Dançando essa valsa, pouco ritmados,
Pisando nos pés, desajustados.
Estamos sempre a nos questionar,
Será que um dia vamos chegar?
E nosso tempo que queremos domar,
Vamos aprender, ao seu lado andar?
Eder B. Jr.
Publicado originalmente na e-Revista Literúnico em 19/06/2024. A página antiga registra a data sem horário.