A praga é nossa
Hoje eu acordei com vontade de café
Fui lá naquele pote que você me deu
Havia alguns grãozinhos no fundo até
No mercado o produto encareceu
Coloquei a chaleira no fogão
Até raspe o plástico no fim
Misturei com lágrima porquê
Não tem cafezim dentro de mim
A água passa
Um chá-fé branco
Por pouco pó no meu copinho
Coei igual
Bebi triste
Porquê tá caro o nosso cafezinho
Publicado originalmente na e-Revista Literúnico em 22/10/2024. A página antiga registra a data sem horário.