Trevosa
Eu a achava uma travessa
E ela se achando trevosa
Pintou as unhas de preto
O rosto de prata
Despenteou o cabelo
E tingiu em tom escuro qualquer roupa rosa
Agora ela fuma cigarro barato
Umas frases niilistas na cabeça
Foi fazer tatuagem macabra
Um pentagrama e uma cabra
Rizada sarcástica abracadabra
Mas faz cara de nervosa
Foi quando me convenceu que era trevosa
Que se revelou mais travessa
Publicado originalmente na e-Revista Literúnico em 26/10/2024. A página antiga registra a data sem horário.