Procurarás estrelas do mar no céu
E nunca as encontrarás porque deixou de vê-las quando elas estiveram ao alcance dos seus dedos
Desejarás o sal nos olhos e a ardência da onda invadindo seu nariz
Porque seria mais fácil esse incômodo
Do que perceber-se à deriva
Recordarás o nosso amor na palavra infinito
Ainda que afogado.
Perceberás minha presença nos seus pensamentos
E em lugares que só a poesia alcança
Chamarás pelo meu nome
Eu sou
Eu vou
Qualquer distância é uma esquina se for pra te ver sorrir pra mim
Ouça seus desejos
Não minta para o seu corpo
Ele sabe que me quer
Tanto quanto precisa de ar
Tanto quanto preciso do mar
Publicado originalmente na e-Revista Literúnico em 20/09/2024. A página antiga registra a data sem horário.