Conto de falhas
Deixastes rastros eternos em meus pensamentos
Agora este corpo morre a cada segundo longe do mar
Por cada toque daquela língua que mistura meus verbos
Por cada som daquela alma que paralisa o tempo
E a beleza dos olhos,
nem eu nem Shakespeare
saberíamos descrever sem os leitores
julgarem que os poetas mentem
As horas que queria passar
O suor que faria escorrer
Os sussurros pra cantar no ouvido
Pelo menos dez encaixes pros nossos legos
Os arrepios que os poros sentem
É sua a poesia entalada na garganta
É seu nome no canto que ecoa nas paredes da nau afundada
Ahhh meu conto de falhas !
Publicado originalmente na e-Revista Literúnico em 11/10/2024. A página antiga registra a data sem horário.