Comprei um caderno e escrevi
As folhas desse caderno mais parece um croqui
Não são letras formando palavras é a moda dita aqui
As páginas deste caderno lembram um projeto
Não de um poeta mas de um engenheiro, arquiteto
Que textos que eu construo,o contexto construa algo dentro de alguém
Com a instrução certa,a construção é certa ,destruição também
Nas linhas desse caderno a mágica se faz
Linhas retas e eu escrevendo torto até demais
São garranchos e rascunho feito pelo meu punho
Letra de mão deixei meu testemunho
De tudo que vi vivi do meu aprendizado
Não só o que sei mas também o que tem me ensinado
Orelha de burro papel amassado rabiscado até molhado
Falta aqui um desenho da mel sua letra junto com a minha
Falta alguém ficar sabendo que meu caderno se definha
Falta você se interessar querer ler
Saber conhecer se entreter
Falta um cego por a mão falta um olhar seu
Falta a aprovação e autorização que vem de Deus
Falta o diabo descobrir e a mídia achar lucrativo
Meu caderno não quer fama mas quer ser publicado num livro
Falta cópias divulgação quando escrevo me iludo
Escrevo pra me sentir consciente páginas em branco pensamento mudo
Faço algo na contra capa até a vida do caderno acabar
Por enquanto caderno não tem vida fui na papelaria comprar
Sonhos música poesia biografia notebook laptop
Manual de como fazer rap ou hip-hop
Enquanto isso me confesso me divirto com meus verso
Quem tem acesso
Não desvenda só o meu mundo é também meu universo
Comprei um caderno e escrevi
Poesia de Rejo Naldo
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