Boca vermelha
Um sinal externo
Do fogo interno
Templos explodem
Ela é o fim do inverno.
Feita de brasa
Nunca esfria
Nasceu durante uma eclipse
Numa noite de magia
Ela não perde jogo de cartas
Quando quero pecar
Rezo pra ela chegar
Ela não quer beijos delicados nas costas das mãos
Seu coração é enfeitiçado
Já vem ao mundo condenado
A esquentar camas
Sofrer em chamas
Soprar cinzas nos olhos
De quem a colocou em um ventre
Vingança é o novo seguindo em frente
Elas leram esse encantamento
E riram para sempre
Ela continua solta
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