O anúncio da pretensão de lançamento de um dispositivo físico, pela OpenAI, a desenvolvedora do ChatGPT traz uma ideia do que nos aguarda no futuro.
O fato de ser um dispositivo que não terá tela diz muito sobre o objetivo de mudar o foco de algo que parece um detalhe, mas que tende a mudar a sociedade: poder visual.
Nossa sociedade é absolutamente focada em telas e em imagens e esse padrão nos leva a dois problemas que eles claramente pretendem resolver.
O primeiro é armazenamento. O fato de as IAs terem focado em geração de conteúdo de imagens foi uma aposta importante, mas talvez a mudança de rumo seja muito mais viável. O usuário tira o foco da construção visual numa interface e redireciona para o áudio. Isso muda bruscamente a necessidade de armazenamento de conteúdos de imagem e de custo de capacidade gráfica.
O segundo ponto está justamente no poder de indução.
Quem vai enxergar tudo é o dispositivo e será ele quem irá contar ao usuário o que está sendo visto.
O dispositivo ira orientar com base no que ele enxerga, dominando o sentido da visão do usuário. Isso dará vantagem em relação a um sentido a menos que o usuário terá para opinar sobre algo.
A vantagem aparente será o "hand-off".
O usuário não dependerá de focar a atenção para a tela, se desprendendo das ações reais.
Ganhará tempo, também, já que ele poderá usar o recurso:
Chat, o que você está vendo, já interpretando realidade física e contexto virtual.
Se isso pegar, tenham certeza que será uma mudança avassaladora no nosso comportamento social.