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Ver revista: Somos Nossas Testemunhas e Memórias

Ser lembrado por alguém não é o mesmo que ser compreendido

A memória do outro nos conserva, mas também pode nos reduzir ao papel que ocupamos em sua história.

avatar por Ellen
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Uma fotografia de família guarda Ellen num instante preciso: a posição das mãos, a roupa escolhida e o olhar dirigido a alguém fora do quadro. Quem observa anos depois pode reconhecer a pessoa e ainda assim desconhecer por que ela ficou em silêncio naquele dia.

Em Quem é Ellen?, lembranças entram em conflito porque cada testemunha conservou um fragmento diferente. Uma recorda o cuidado; outra, a ausência. As versões não precisam ser falsas para deixarem partes da vida de fora.

Compreender exige comparar o retrato com gestos que escaparam dele: cartas, escolhas, recusas e mudanças de rumo. Ellen existe na recordação alheia, mas não cabe no papel que cada pessoa lhe atribuiu. O nome da revista nasce desse limite entre testemunhar alguém e possuir sua história.

Texto da revista Somos Nossas Testemunhas e Memórias, em diálogo com Quem é Ellen?.

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