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@eduliguori há 1 ano
Público
Afundou em meio a seca do planalto no asfalto negro a cinquenta e cinco graus mergulhou a face na aspereza do piche entre pedras sentiu a carne rasgar e o ranger dos ossos A dor do tombo que leva todos ao martírio dos sentimentos feridos e vilipendiados um precipício próximo e nada incomum era mais um a se ver vítima do concreto Sem mais perspectivas ou ilusões chorou na miragem da vida urbana e cívica um dia sonhou com uma realidade possível acreditou que entre os veículos havia um caminho Morreu sozinho no tráfego dos corpos e almas que se digladiam egoísmos e incompreensões não há amor na metrópole cinza dos homens e mulheres que são incapazes de aceitar, permitir e perdoar Edu Liguori

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