@MarU
há 1 ano
Público
#Desafio 39
*A arte da empatia*
Na cabeça do poeta, o sentir é “à flor da pele”.
Não tem hora, às vezes, não tem nem memória,
mas escreve sobre o que nunca lhe aconteceu.
É criatividade que transborda os limites da mente.
Sentir não só a sua própria experiência,
mas se pôr no que nunca viveu.
Se imaginar, sem limites,
em outra pele, em outra vida, em outro tempo…
Transmitindo em linhas,
escreve com a ousadia de causar no leitor
identidade, conexão e emoções diversas.
Pinta sentimentos com a arte literária
mais bonita, mais complexa, mais singela.
“A poesia”.
O escrever melódico, medido ou não, rimado ou não.
Brinca com as palavras, o ritmo, as pausas, as pontuações.
Se transmuta em diversas versões no texto.
É a expressão da arte preto no branco,
mas mais colorida aos olhos do coração:
A dor; O amor; A paixão; A angústia; A ansiedade; A conexão; O ódio; O ócio; O desejo ardente; A traição… Entre tantas formas de emoção.
O poema não é o poeta, mas é a versão
do que ele traduziu dentro de si,
mesmo sem jamais ter desfrutado
de tudo o que está escrito ali.
Ser poeta é ser artista!
Mas sua arte não é o poeta.
Sua arte é empatia.
Sua arte é a tradução do que o outro sentiria ao ter, com o poema,
profunda conexão.
Ter expressos seus sentimentos,
libertas suas emoções,
ter seu coração aberto
e desmembrado em poemas:
a voz que ecoa das emoções.
MarU
*Dos antigos, mas um dos que mais gosto de ter escrito.
Comentários (0)
Sem comentários ainda.
Entre para comentar.