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@ricardoathos há 1 ano
Público
Jardim de Convenções Em um jardim de convenções, onde as regras se entrelaçam, Nasce o amor perfeito, aprisionado em um vaso de vidro. Duas almas, como flores solitárias, murcham sob o peso, Enquanto a exclusividade, como um espinho, perfura o verso. O sol, testemunha impiedosa, queima os sonhos sutis, E os corações, outrora livres, definham em cárceres frágeis. Cada olhar é uma promessa selada, mas também uma prisão, E a fidelidade, como um contrato, exige razão. Como as pétalas que se desprendem ao vento, Assim se desfazem os desejos, sufocados pelo tempo. O amor perfeito, agora imperfeito, é um paradoxo, Um poema riscado, onde a exclusividade se torna sufoco. E há desafios, como nas estações do coração: Invernos de rotina, primaveras de expectativas vãs. A fidelidade é um delicado equilíbrio, mas também um grilhão, Onde o amor perfeito se afoga em águas turvas, sem refrão. E quando a noite cai, e os sonhos se tornam sombras, Os amantes se perguntam: "Será que isso é tudo o que somos?" A exclusividade, como a flor que desabrocha e se esvai, Lembra-nos que a liberdade também é uma forma de amar. Ricardo Athos

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