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@eduliguori há 1 ano
Público
Enquanto chove lá fora o parasita aqui dentro consome roe a carne que dorme um sono profundo silencioso por fora bela viola dizia vovó por dentro pão bolorento uma imagem que surge e some uma verve sem vida sem tempo arde a pele que ninguém toca no fundo do peito tuberculoso um nó e outro nó sem fermento não cresce só lamento e defeito o poeta sofre mas não devia o forno aquece e queima a massa a vida amassa e teima insiste por mais um dia mais uma noite fria chove lá fora já disse e sorri o parasita não desista eles dizem não desisto escrevo Edu Liguori

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