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@eduliguori há 3 semanas
Público
Caatinga e sua terra seca rachada resiste o inverno sem água sem vida pele sem carinho felicidade partida solidão de corpo e mente desamparada cactus e poeira pelo chão pouco sobrevive no deserto ele respira fundo sem ninguém por perto acalma, persiste espera compaixão animal morto agora é só ossada esqueleto partido no meio da imensidão sujeito único, conjunto unitário em suspensão sem amor vaga a alma penada implora misericórdia, reza pela primavera a nação e povo do planalto central homem em desespero e estado final as lágrimas lembram o que uma vez tivera na natureza cruel do sertão carcarás e abutres sobrevoam sonhos e esperanças abençoam no amor e na paixão ninguém sabe como, mas a flor sempre volta assim alimenta a insistente sobrevivência ninguém entende como, nem a ciência mas o tempo sim traz de novo a reviravolta Edu Liguori

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