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@tiagoandreatto há 1 ano
Público
E mais uma vez me pego falando às paredes, Esperando respostas dos amigos imaginários Nas telas insensíveis ao toque Sigo buscando uma conexão verdadeira Num mundo de falsas promessas No qual o filtro, que não é de barro, está sempre cheio Sinto um certo desespero no ar Que vem de todos os lados Que opera e torna a ópera algo inoperável Os sintomas, tão conhecidos Mas ninguém se preocupa Em se prevenir da doença Pandemia evidente Que todo mundo sente e mente E finge ser indiferente Nas paredes e nas telas Fomos pintados e julgados Subjugados à resposta final
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