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Orgulho de participar dessa turma brilhante. O futuro do teatro reside aqui. O caminho ainda é longo, entretanto, prazeroso que só ele.

@ttquatorze @senacspsorocaba
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>> Empáfia (Quero Falar Sobre Eu)

O mundo fala tanto sobre Eu
Que Eu já tô cansado disso tudo
Já passei horas tentando decifrar
Aonde Eu me encaixo nessa equação de poder

É Eu pra lá, é Eu pra cá
É Eu pra todo lado
Será alguém pensa em Nós
Ou Nós é algo menos importante que Eu

Aliás, até Eu às vezes acho que pensar em Nós é coisa do passado
Mas se Eu pensar bem
Eu deixar de falar de Nós fará de Nós Eu
E Eu serei mais um no mundo
Falando apenas sobre EU

#poesia #reflexão #poetasorocabano #pensamentos
Público
Que se abra uma fenda no tempo
Pra esconder todos os erros, defeitos
E tudo mais que se possa deixar
E na realidade paralela criada por ela
Que seja constante a inconstância ofegante
De nunca saber onde é que vai dar

O mistério é o que move o segredo
E move o tempero que torna o insosso
Fruto proibido nesse lugar

Quimera da vida, achar que se basta
Na ilha perdida que se encontra
Em lugar comum
Tão comum
Que nem se pode imaginar

Quisera o querer ser mais do que um ser
Vislumbre desejo que não vence o medo
De ser um finito, buraco no tempo escondido
Que não se pode enxergar

Que se abra uma fenda no tempo
Leve consigo todo o mal intrínseco 
Que o bem não é capaz de apagar

E na realidade dispersa
Indigesta e inquieta
Tão farta de tudo
Que falta espaço no espaço infinito
Paradoxo do tempo, buraco no tempo
Que um dia não há de acabar

#poesia #filosofia #reflexão #pensamentos #teatro
Público
>> Intervalo

Tô no intervalo,
Me dá um tempo
Pra preencher cada lacuna,
Botar de pé cada coluna

Do lado errado,
Sempre estive do lado errado
É sempre um fardo, me disseram
Reescrever a mesma história
Antes passado… hoje passado…

Tô no intervalo,
Só duas casas é que separam
O fim da estrada e o começo
Da pasárgada… Haverá bandeira hasteada
Haverá bandeira hasteada?
Público
>> Modernidade

Andamos cegos ao desfiladeiro,
As notas escoando do gordo globo,
E as sombras, cada vez mais abaixo

As víboras nos abraçam com força,
E fartos, seguimos comendo as beiradas
Reclusos as gaiolas escancaradas

A saída, uma tecla inalcançável,
A pomba branca já não aguenta o peso da granada
E as mentes insanas dominaram as ruas

Um poço, uma piñata, uma batata queimando
Triturando as florestas transformando-as em códigos
Tão crível que as borboletas se foram

Serrados os dedos, mantiveram-se ocupados
Amarrando os balões com as cores do arco-íris
Sugando o recomeço à espera do fim de todos
Público
>> DESERTO

E as promessas que não iremos cumprir
Seguimos fazendo-as, só pra distrair
À espera do céu, que dizem, vai intervir
E enfim teremos motivos pra sorrir

O fôlego gasto ficará para trás
E os lábios, nem se lembrarão das palavras a mais
As preces, as pragas, maldições em vão
Rotundos redutos criados para manter as crianças acordadas, com medo da noite

E as algemas que iremos aceitar
Nos permitindo deixar de sonhar
Um inferno tal qual o paraíso que insistem em desenhar
Afim de algo que nem eles são capazes de notar

Sôfregos nos tornaremos
Inquietos, anárquicos, nos perderemos
Então a visão ficará clara,
Assim como a paisagem no deserto a nossa volta
Público
Fora do casco
Formam-se cascas
Deixam-se lascas
Perdem-se as castas

Alongam-se as costas
Em busca de rotas
Mais próximas à encosta
Na certeza da resposta

Cresce-se a lista
Sensação quase mista
À medida que arrisca
Perder-se de vista

No rosto
Qual gosto?
Desgosto
Ou delírio pelo novo posto?

--> Casco Partido
Público
Que se abra uma fenda no tempo
Pra esconder todos os erros, defeitos
E tudo mais que se possa deixar

E na realidade paralela criada por ela
Que seja constante a inconstância ofegante
De nunca saber onde é que vai dar

O mistério é o que move o segredo
E move o tempero que torna o insosso
Fruto proibido nesse lugar

Quimera da vida, achar que se basta
Na ilha perdida que se encontra
Em lugar comum
Tão comum
Que nem se pode imaginar

Quisera o querer ser mais do que um ser
Vislumbre desejo que não vence o medo
De ser um finito, buraco no tempo escondido
Que não se pode enxergar

Que se abra uma fenda no tempo
Leve consigo todo o mal intrínseco
Que o bem não é capaz de apagar

E na realidade dispersa
Indigesta e inquieta
Tão farta de tudo
Que falta espaço no espaço infinito

Paradoxo do tempo, buraco no tempo
Que um dia não há de acabar