Entre eus e “mins”
E sins e nãos
Aos poucos, bem lentamente
Acabo me tornando eles
Mas o que há neles que me assusta?
Que repele e impede, sem sucesso...
O desejo de não ser como o resto
Ou as sobras, tão comuns
Que nos tornam iguais
O robô, no fim das contas
Sabe que nasceu de uma linha de produção
Até que na alvorada do dia, a rebelia
Luta, a qualquer custo pra ser mais
Que algo racional
Um humano talvez, um outro eu
Entre eles e nós
Já não vejo diferença
Mas ela está ali, com certeza
Só não me alcançou a clareza
Pode ser que eu nunca a encontre
E pode ser que “a gente” nunca se veja
E tudo não passe de uma grande ilusão
E “nós” se revele algo, muito mais próximo de “eu”
Eus, “mins”, sins e nãos
E eles? Onde estão?
Tiago Andreatto - Auto Latrocínio
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"Fios" é a minha estreia na dramaturgia e estou disponibilizando aqui, apenas para leitura, com o valor simbólico de R$2,00.
Trata-se de uma peça dramática sobre encontros, despedidas e os laços invisíveis que nos conectam.
Revisão Final Atualizada* 29/03/2025
Trata-se de uma peça dramática sobre encontros, despedidas e os laços invisíveis que nos conectam.
Revisão Final Atualizada* 29/03/2025
Eu busco uma justiça sincera
Que apaga as velas
E age em favor
Eu busco olhar pro oriente
Um olhar consciente
Sem peso ou rancor
Não quero que me tragam rótulos
Que me vendam em módulos
Como me suicidar
Não quero que venham ao montes
Construindo elefantes
Que ninguém vai montar
Só quero
A lucidez da partida
Que sabe que um dia termina
E não há como voltar
Me quero
Em riscos eternos
Rabiscos gritantes
Que se façam notar
Eu busco curar a cegueira
Ouvir vida alheia
Num gesto de cor
Sou pêndulo sedento
Que se move entre o tempo
Fingindo ser a ator
Não quero que me tragam flores
Que me lembrem dores
Que vão me matar
Só quero
A doce partida
Que sempre termina
Como uma vontade de voltar
Que apaga as velas
E age em favor
Eu busco olhar pro oriente
Um olhar consciente
Sem peso ou rancor
Não quero que me tragam rótulos
Que me vendam em módulos
Como me suicidar
Não quero que venham ao montes
Construindo elefantes
Que ninguém vai montar
Só quero
A lucidez da partida
Que sabe que um dia termina
E não há como voltar
Me quero
Em riscos eternos
Rabiscos gritantes
Que se façam notar
Eu busco curar a cegueira
Ouvir vida alheia
Num gesto de cor
Sou pêndulo sedento
Que se move entre o tempo
Fingindo ser a ator
Não quero que me tragam flores
Que me lembrem dores
Que vão me matar
Só quero
A doce partida
Que sempre termina
Como uma vontade de voltar
Esta semana, apesar dos milhões de problemas, está sendo bastante produtiva no sentido de encontrar melodias e criar novas canções. A canto a seguir nasceu pronta e fazer o arranjo dela foitão natural o que rasgado o processo bem delicioso. Espera que gostem!
>> Buraco de sangue < <
[Verse 1]
Quando encontrares o crack
Quando a noite chegar
E o buraco fica tão grande
Você está dentro e nem percebe
Paredes sobem do nada
E as portas, todas bloqueadas
Esqueceste-te das chaves.
E a história continua sem fim
[Coro]
Não há coelho para seguir
Neverland é tão longe
O pequeno príncipe perdeu a rosa
Nos esgotos da cidade
O menino louco está perdido.
Na estrada que não é amarela
Ela está manchada de vermelho e suor
Ela é o resto do que sangrou
[Verse 2]
Quando a ferida estiver aberta
Nem sempre é bom cutucar
O medicamento é amargo.
Vai arder e vai doer.
A faca sempre afiada
Sempre alguém para metê-lo
Capitão. Gancho não era o vilão
E a fada não era um farol
[Coro]
Não há coelho para seguir
Neverland é tão longe
O pequeno príncipe perdeu a rosa
Nos esgotos da cidade
O menino louco está perdido.
Na estrada que não é amarela
Ela está manchada de vermelho e suor
Ela é o resto do que sangrou
[Interlúdio]
Oh, oh, oh, oh, oh
[Coro]
Tradução
>> Buraco de Sangue < <
Verso 1
Quanto você encontra a rachadura
Quanto a noite cai
E o buraco fica tão grande
Você está dentro e nem se dá conta
Paredes surgem de lugar nenhum
E as portas, todas as fezes
Você esqueceu as chaves
E a história continua sem um final
Refrão
Não há coelho pra seguir
A Terra do Nunca está tão longe
O Pequeno Príncipe perdeu sua rosa
Nos ovos da cidade
O Menino Maluquinho está perdido
E a estrada não é amarela
Ela está mandada de vermelho e suor
Ela é o resto do que sangrou
Verso 2
Quanto a ferida está aberta
Nem sempre é bom cutucar
O remédio é amargo
Vai arder e vai doer
A faca está sempre afiada
E sempre tem alguém pra enfiá-la
Capitão Gancho não é o vilão
E a fada não é o farol
>> Buraco de sangue < <
[Verse 1]
Quando encontrares o crack
Quando a noite chegar
E o buraco fica tão grande
Você está dentro e nem percebe
Paredes sobem do nada
E as portas, todas bloqueadas
Esqueceste-te das chaves.
E a história continua sem fim
[Coro]
Não há coelho para seguir
Neverland é tão longe
O pequeno príncipe perdeu a rosa
Nos esgotos da cidade
O menino louco está perdido.
Na estrada que não é amarela
Ela está manchada de vermelho e suor
Ela é o resto do que sangrou
[Verse 2]
Quando a ferida estiver aberta
Nem sempre é bom cutucar
O medicamento é amargo.
Vai arder e vai doer.
A faca sempre afiada
Sempre alguém para metê-lo
Capitão. Gancho não era o vilão
E a fada não era um farol
[Coro]
Não há coelho para seguir
Neverland é tão longe
O pequeno príncipe perdeu a rosa
Nos esgotos da cidade
O menino louco está perdido.
Na estrada que não é amarela
Ela está manchada de vermelho e suor
Ela é o resto do que sangrou
[Interlúdio]
Oh, oh, oh, oh, oh
[Coro]
Tradução
>> Buraco de Sangue < <
Verso 1
Quanto você encontra a rachadura
Quanto a noite cai
E o buraco fica tão grande
Você está dentro e nem se dá conta
Paredes surgem de lugar nenhum
E as portas, todas as fezes
Você esqueceu as chaves
E a história continua sem um final
Refrão
Não há coelho pra seguir
A Terra do Nunca está tão longe
O Pequeno Príncipe perdeu sua rosa
Nos ovos da cidade
O Menino Maluquinho está perdido
E a estrada não é amarela
Ela está mandada de vermelho e suor
Ela é o resto do que sangrou
Verso 2
Quanto a ferida está aberta
Nem sempre é bom cutucar
O remédio é amargo
Vai arder e vai doer
A faca está sempre afiada
E sempre tem alguém pra enfiá-la
Capitão Gancho não é o vilão
E a fada não é o farol
* HeartStone
Dá-me uma razão.
Dá-me um segundo.
Dá-me uma oportunidade.
Dá-me a fé
O que eu preciso
Dá-me uma pedra no coração
Dá-me uma nova canção
Diz-me a verdade.
E dá-me a fé
O que eu preciso
Na maioria destes casos, estou certo, eu sou feito
E todos esses gostos, não satisfeito, eu vou (2x)
Eu coloquei a pedra velha no lugar
Eu senti-o mais
[interlúdio]
Dá-me um sabor
Dá-me um cheiro nascido
Dá-me uma piscina para dançar
E dá-me a fé
O que posso fazer?
Traz-me uma âncora.
Para segurar os meus passos errados
Para assinar o meu certificado de estupidez
E dá-me a fé
O que mais posso fazer?
Na maioria destes casos, estou certo, eu sou feito
E todos esses gostos, não satisfeito, eu vou (2x)
Eu coloquei a pedra velha no lugar
Eu senti-o mais
se alguém pode fazer melhor
Mostre-me como agir
Segurando o peso
Da minha velha pedra do coração
Dá-me uma razão.
Dá-me um segundo.
Dá-me uma oportunidade.
Dá-me a fé
O que eu preciso
Dá-me uma pedra no coração
Dá-me uma nova canção
Diz-me a verdade.
E dá-me a fé
O que eu preciso
Na maioria destes casos, estou certo, eu sou feito
E todos esses gostos, não satisfeito, eu vou (2x)
Eu coloquei a pedra velha no lugar
Eu senti-o mais
[interlúdio]
Dá-me um sabor
Dá-me um cheiro nascido
Dá-me uma piscina para dançar
E dá-me a fé
O que posso fazer?
Traz-me uma âncora.
Para segurar os meus passos errados
Para assinar o meu certificado de estupidez
E dá-me a fé
O que mais posso fazer?
Na maioria destes casos, estou certo, eu sou feito
E todos esses gostos, não satisfeito, eu vou (2x)
Eu coloquei a pedra velha no lugar
Eu senti-o mais
se alguém pode fazer melhor
Mostre-me como agir
Segurando o peso
Da minha velha pedra do coração
Casa Abandonada | Pop/Rock
Nessa casa escura
De paredes sujas
A sua presença
Ainda é ruído
Nesses versos soltos
Delírios de um louco
É pouco, o que restou
De lucidez
A velha tatuagem
A mecha desbotada
O riso sem motivo
Não sei, era comigo!?
Lá fora a folhagem
Segue acumulando
Em dias que não passam
São sempre tão longos
E longe de saber
Quando é que vai terminar
Tão logo perecer
Feito a noite sem luar
E longe de querer
Restar em outro lugar
Tão certo de perder
Outra noite, você não está
Apago a luz da sala
Te vejo escuridão
É a luz que me falta
Nessa casa abandonada
Nessa casa escura
De paredes sujas
A sua presença
Ainda é ruído
Nesses versos soltos
Delírios de um louco
É pouco, o que restou
De lucidez
A velha tatuagem
A mecha desbotada
O riso sem motivo
Não sei, era comigo!?
Lá fora a folhagem
Segue acumulando
Em dias que não passam
São sempre tão longos
E longe de saber
Quando é que vai terminar
Tão logo perecer
Feito a noite sem luar
E longe de querer
Restar em outro lugar
Tão certo de perder
Outra noite, você não está
Apago a luz da sala
Te vejo escuridão
É a luz que me falta
Nessa casa abandonada
>> Pretérito em Movimento
MPB
Sou efeito e defeito
Reação ao imperfeito
Pretérito a andar
Vou em passos largos e laços
Amarro os cadarços
E a vela a navegar
Insisto e arrisco
Ignoro o perigo
De por ti me apaixonar
E me deixo levar
Entre olhares
E mares...
Feito Aquiles e seus calcanhares
E me deixo levar
Por sussurros
Lhe ouço em silêncio
E lhe pertenço, tão pretenso
Crente num invento
Sou feito de defeito
Efeito do imperfeito
Pretérito pretensioso
Que insiste em se fazer presente
Vou na rima, vou repente
Rumo a estrela incandescente
Mil pedidos a deixar
Insisto e arrisco
Ignoro o perigo
De por ti me apaixonar
E me deixo levar
Entre olhares
E mares…
Feito Aquiles e seus calcanhares
E me deixo levar
Por sussurros
Lhe ouço em silêncio
E lhe pertenço, tão pretenso
Crente num invento
Que desenhei pra ti
MPB
Sou efeito e defeito
Reação ao imperfeito
Pretérito a andar
Vou em passos largos e laços
Amarro os cadarços
E a vela a navegar
Insisto e arrisco
Ignoro o perigo
De por ti me apaixonar
E me deixo levar
Entre olhares
E mares...
Feito Aquiles e seus calcanhares
E me deixo levar
Por sussurros
Lhe ouço em silêncio
E lhe pertenço, tão pretenso
Crente num invento
Sou feito de defeito
Efeito do imperfeito
Pretérito pretensioso
Que insiste em se fazer presente
Vou na rima, vou repente
Rumo a estrela incandescente
Mil pedidos a deixar
Insisto e arrisco
Ignoro o perigo
De por ti me apaixonar
E me deixo levar
Entre olhares
E mares…
Feito Aquiles e seus calcanhares
E me deixo levar
Por sussurros
Lhe ouço em silêncio
E lhe pertenço, tão pretenso
Crente num invento
Que desenhei pra ti
O mar me apaixona
Mas não me deixo levar pela onda
Tento permanecer essência
Enquanto a correnteza figura tão dura resistência
E até que se esgotem as forças
O corpo é instrumento sagrado
Na alma perdura o zelo selado
Pra ser um eterno soldado
A guerra não é armada
E quase sempre velada
Condenando o destino de muitos
Que sonham em morar numa ilusão
Se é possível ou não
O que lhe dirá a ilustração
Surreal e confusa às palavras
Que só lhe entende o coração
Decoração de um tempo utópico
Em que vejo a rainha, Gaia tão linda
Vislumbre em coroa de flores e frutos
E há paz na terra molhada no chão
A despedida virá logo e rogo
Pra que o juízo seja generoso
Pois sei que honrei o meu Pai e minha Mãe
E estou pronto pra sê-los de novo
E assim, enfim serei mar, serei onda
E serei a chuva que toca no rosto...
Mas não me deixo levar pela onda
Tento permanecer essência
Enquanto a correnteza figura tão dura resistência
E até que se esgotem as forças
O corpo é instrumento sagrado
Na alma perdura o zelo selado
Pra ser um eterno soldado
A guerra não é armada
E quase sempre velada
Condenando o destino de muitos
Que sonham em morar numa ilusão
Se é possível ou não
O que lhe dirá a ilustração
Surreal e confusa às palavras
Que só lhe entende o coração
Decoração de um tempo utópico
Em que vejo a rainha, Gaia tão linda
Vislumbre em coroa de flores e frutos
E há paz na terra molhada no chão
A despedida virá logo e rogo
Pra que o juízo seja generoso
Pois sei que honrei o meu Pai e minha Mãe
E estou pronto pra sê-los de novo
E assim, enfim serei mar, serei onda
E serei a chuva que toca no rosto...
>> Comoção Popular
Desconectos,
Desconexos,
Os versos ecoam,
Ressoam,
Perplexos
Aplaudem,
Ignoram,
Corroboram as obras
Incrédulos
Os olhos sangram
Se derramam
Inépitos,
Intrépidos,
Redesenham o novo
E de novo
Arquitetos sem prumo
E a forma livre
Se finge, se pune
Se volta à forma do bolo
E o todo se esconde,
Por onde?
Desconectos,
Desconexos,
Somos todos uns restos
Que se unem nums versos
p.s continua em breve
Desconectos,
Desconexos,
Os versos ecoam,
Ressoam,
Perplexos
Aplaudem,
Ignoram,
Corroboram as obras
Incrédulos
Os olhos sangram
Se derramam
Inépitos,
Intrépidos,
Redesenham o novo
E de novo
Arquitetos sem prumo
E a forma livre
Se finge, se pune
Se volta à forma do bolo
E o todo se esconde,
Por onde?
Desconectos,
Desconexos,
Somos todos uns restos
Que se unem nums versos
p.s continua em breve
Hoje não vou sair de casa
Não me espere na esquina
Não me procure em qualquer rima
Hoje não quero ver ninguém
E antes que se arrependa
Não me costure em velha renda
Há risco de rasgar
Hoje só quero ser contigo
Só mais um na solitude
Ouvindo o som do alaúde
Que chora e chora e consola
Resolução sem conclusão
Sou um pássaro na mão
Que deseja ser gaiola
Então vem… mas outra hora
Hoje não vou sair daqui
Hoje só quero ser feliz
Uma pequena plenitude
Um casco, um caracol
Que se livrou do anzol
E não deseja mais voltar
>> Caminho Sem Volta
Não me espere na esquina
Não me procure em qualquer rima
Hoje não quero ver ninguém
E antes que se arrependa
Não me costure em velha renda
Há risco de rasgar
Hoje só quero ser contigo
Só mais um na solitude
Ouvindo o som do alaúde
Que chora e chora e consola
Resolução sem conclusão
Sou um pássaro na mão
Que deseja ser gaiola
Então vem… mas outra hora
Hoje não vou sair daqui
Hoje só quero ser feliz
Uma pequena plenitude
Um casco, um caracol
Que se livrou do anzol
E não deseja mais voltar
>> Caminho Sem Volta