Público
Entre eus e “mins”
E sins e nãos
Aos poucos, bem lentamente
Acabo me tornando eles

Mas o que há neles que me assusta?
Que repele e impede, sem sucesso...

O desejo de não ser como o resto
Ou as sobras, tão comuns
Que nos tornam iguais

O robô, no fim das contas
Sabe que nasceu de uma linha de produção

Até que na alvorada do dia, a rebelia
Luta, a qualquer custo pra ser mais
Que algo racional
Um humano talvez, um outro eu

Entre eles e nós
Já não vejo diferença
Mas ela está ali, com certeza
Só não me alcançou a clareza

Pode ser que eu nunca a encontre
E pode ser que “a gente” nunca se veja

E tudo não passe de uma grande ilusão
E “nós” se revele algo, muito mais próximo de “eu”

Eus, “mins”, sins e nãos
E eles? Onde estão?

Tiago Andreatto - Auto Latrocínio
Público
Eu busco uma justiça sincera
Que apaga as velas
E age em favor

Eu busco olhar pro oriente
Um olhar consciente
Sem peso ou rancor

Não quero que me tragam rótulos
Que me vendam em módulos
Como me suicidar

Não quero que venham ao montes
Construindo elefantes
Que ninguém vai montar

Só quero
A lucidez da partida
Que sabe que um dia termina
E não há como voltar

Me quero
Em riscos eternos
Rabiscos gritantes
Que se façam notar

Eu busco curar a cegueira
Ouvir vida alheia
Num gesto de cor

Sou pêndulo sedento
Que se move entre o tempo
Fingindo ser a ator

Não quero que me tragam flores
Que me lembrem dores
Que vão me matar

Só quero
A doce partida
Que sempre termina
Como uma vontade de voltar
Público
Esta semana, apesar dos milhões de problemas, está sendo bastante produtiva no sentido de encontrar melodias e criar novas canções. A canto a seguir nasceu pronta e fazer o arranjo dela foitão natural o que rasgado o processo bem delicioso. Espera que gostem!

>> Buraco de sangue < <

[Verse 1]

Quando encontrares o crack
Quando a noite chegar
E o buraco fica tão grande
Você está dentro e nem percebe

Paredes sobem do nada
E as portas, todas bloqueadas
Esqueceste-te das chaves.
E a história continua sem fim

[Coro]

Não há coelho para seguir
Neverland é tão longe
O pequeno príncipe perdeu a rosa
Nos esgotos da cidade

O menino louco está perdido.
Na estrada que não é amarela
Ela está manchada de vermelho e suor
Ela é o resto do que sangrou

[Verse 2]

Quando a ferida estiver aberta
Nem sempre é bom cutucar
O medicamento é amargo.
Vai arder e vai doer.

A faca sempre afiada
Sempre alguém para metê-lo
Capitão. Gancho não era o vilão
E a fada não era um farol

[Coro]

Não há coelho para seguir
Neverland é tão longe
O pequeno príncipe perdeu a rosa
Nos esgotos da cidade

O menino louco está perdido.
Na estrada que não é amarela
Ela está manchada de vermelho e suor
Ela é o resto do que sangrou

[Interlúdio]

Oh, oh, oh, oh, oh

[Coro]

Tradução

>> Buraco de Sangue < <

Verso 1

Quanto você encontra a rachadura
Quanto a noite cai
E o buraco fica tão grande
Você está dentro e nem se dá conta

Paredes surgem de lugar nenhum
E as portas, todas as fezes
Você esqueceu as chaves
E a história continua sem um final

Refrão

Não há coelho pra seguir
A Terra do Nunca está tão longe
O Pequeno Príncipe perdeu sua rosa
Nos ovos da cidade

O Menino Maluquinho está perdido
E a estrada não é amarela
Ela está mandada de vermelho e suor
Ela é o resto do que sangrou

Verso 2

Quanto a ferida está aberta
Nem sempre é bom cutucar
O remédio é amargo
Vai arder e vai doer

A faca está sempre afiada
E sempre tem alguém pra enfiá-la
Capitão Gancho não é o vilão
E a fada não é o farol
Traduzido automaticamente do inglês.
Ver original
Esta semana, apesar dos milhares de problemas, está sendo bastante produtiva no sentido de encontrar melodias e criar novas canções. A canção a seguir nasceu pronta e fazer o arranjo dela foi tão natural o que tornou o processo bem delicioso. Espero que gostem! >> Blood Hole << [Verse 1] When you meet the crack When the night is come down And the hole gets so big You’re inside and don't even realize Walls rise from nowhere And the doors, all blocked You forgot the keys And the story goes on without end [Chorus] There is no rabbit to follow Neverland is so far away The little prince lost his rose In the city sewers The little crazy boy is lost On the road that is not yellow She is stained with red and sweat She is the rest of what bled [Verse 2] When the wound is open It's not always good to poke The medicine is bitter it will burn and it will hurt The knife always sharp Always someone to stick it in Captain Hook was not the villain And the fairy was not a lighthouse [Chorus] There is no rabbit to follow Neverland is so far away The little prince lost his rose In the city sewers The little crazy boy is lost On the road that is not yellow She is stained with red and sweat She is the rest of what bled [Interlude] Oh, Oh Oh Oh, Oh Oh Oh [Chorus] Tradução >> Buraco de Sangue << Verso 1 Quando você encontra a rachadura Quando a noite cai E o buraco fica tão grande Você está dentro e nem se dá conta Paredes surgem de lugar nenhum E as portas, todas fechadas Você esqueceu as chaves E a história continua sem um final Refrão Não há coelho pra seguir A Terra do Nunca está tão longe O Pequeno Príncipe perdeu sua rosa Nos esgotos da cidade O Menino Maluquinho está perdido E a estrada não é amarela Ela está manchada de vermelho e suor Ela é o resto do que sangrou Verso 2 Quando a ferida está aberta Nem sempre é bom cutucar O remédio é amargo Vai arder e vai doer A faca está sempre afiada E sempre tem alguém pra enfiá-la Capitão Gancho não é o vilão E a fada não é o farol
Público
* HeartStone

Dá-me uma razão.
Dá-me um segundo.
Dá-me uma oportunidade.

Dá-me a fé
O que eu preciso

Dá-me uma pedra no coração
Dá-me uma nova canção
Diz-me a verdade.

E dá-me a fé
O que eu preciso

Na maioria destes casos, estou certo, eu sou feito
E todos esses gostos, não satisfeito, eu vou (2x)

Eu coloquei a pedra velha no lugar
Eu senti-o mais

[interlúdio]

Dá-me um sabor
Dá-me um cheiro nascido
Dá-me uma piscina para dançar

E dá-me a fé
O que posso fazer?

Traz-me uma âncora.
Para segurar os meus passos errados
Para assinar o meu certificado de estupidez

E dá-me a fé
O que mais posso fazer?

Na maioria destes casos, estou certo, eu sou feito
E todos esses gostos, não satisfeito, eu vou (2x)

Eu coloquei a pedra velha no lugar
Eu senti-o mais

se alguém pode fazer melhor
Mostre-me como agir
Segurando o peso
Da minha velha pedra do coração
Traduzido automaticamente do inglês.
Ver original
🎶🎶 HeartStone Give me a reason Give me a second Give me a chance Give me the faith What I need Give me a heartstone Give me a new song Give me true And give me the faith What I need In most of this cases, i’m right, i’m done And all of these tastes, not satisfied, i’m gone (2x) I put the old stone in the place I felt it the most [interlude] Give me a flavor Give me a smell born Give me a pool to swin And give me the faith What can I do Bring me an anchor To hold my wrong steps To sign my certificate of stupidity And give me the faith What else can I do In most of this cases, i’m right, i’m done And all of these tastes, not satisfied, i’m gone (2x) I put the old stone in the place I felt it the most if anyone can do better Show me how to act Holding the weight Of my old heartstone
Público
 Casa Abandonada | Pop/Rock

Nessa casa escura
De paredes sujas
A sua presença
Ainda é ruído

Nesses versos soltos
Delírios de um louco
É pouco, o que restou
De lucidez

A velha tatuagem
A mecha desbotada
O riso sem motivo
Não sei, era comigo!?

Lá fora a folhagem
Segue acumulando
Em dias que não passam
São sempre tão longos

E longe de saber
Quando é que vai terminar
Tão logo perecer
Feito a noite sem luar

E longe de querer
Restar em outro lugar
Tão certo de perder
Outra noite, você não está

Apago a luz da sala
Te vejo escuridão
É a luz que me falta
Nessa casa abandonada
Público
>> Pretérito em Movimento

 MPB

Sou efeito e defeito
Reação ao imperfeito
Pretérito a andar

Vou em passos largos e laços
Amarro os cadarços
E a vela a navegar

Insisto e arrisco
Ignoro o perigo
De por ti me apaixonar

E me deixo levar
Entre olhares
E mares...
Feito Aquiles e seus calcanhares

E me deixo levar
Por sussurros
Lhe ouço em silêncio
E lhe pertenço, tão pretenso
Crente num invento

Sou feito de defeito
Efeito do imperfeito
Pretérito pretensioso
Que insiste em se fazer presente

Vou na rima, vou repente
Rumo a estrela incandescente
Mil pedidos a deixar

Insisto e arrisco
Ignoro o perigo
De por ti me apaixonar

E me deixo levar
Entre olhares
E mares…
Feito Aquiles e seus calcanhares

E me deixo levar
Por sussurros
Lhe ouço em silêncio
E lhe pertenço, tão pretenso
Crente num invento

Que desenhei pra ti
Público
O mar me apaixona
Mas não me deixo levar pela onda
Tento permanecer essência
Enquanto a correnteza figura tão dura resistência

E até que se esgotem as forças
O corpo é instrumento sagrado
Na alma perdura o zelo selado
Pra ser um eterno soldado

A guerra não é armada
E quase sempre velada
Condenando o destino de muitos
Que sonham em morar numa ilusão

Se é possível ou não
O que lhe dirá a ilustração
Surreal e confusa às palavras
Que só lhe entende o coração

Decoração de um tempo utópico
Em que vejo a rainha, Gaia tão linda
Vislumbre em coroa de flores e frutos
E há paz na terra molhada no chão

A despedida virá logo e rogo
Pra que o juízo seja generoso
Pois sei que honrei o meu Pai e minha Mãe
E estou pronto pra sê-los de novo

E assim, enfim serei mar, serei onda
E serei a chuva que toca no rosto...
Público
>> Comoção Popular

Desconectos,
Desconexos,
Os versos ecoam,
Ressoam,
Perplexos

Aplaudem,
Ignoram,
Corroboram as obras
Incrédulos
Os olhos sangram
Se derramam

Inépitos,
Intrépidos,
Redesenham o novo
E de novo
Arquitetos sem prumo

E a forma livre
Se finge, se pune
Se volta à forma do bolo
E o todo se esconde,
Por onde?

Desconectos,
Desconexos,
Somos todos uns restos
Que se unem nums versos

p.s continua em breve
Público
Hoje não vou sair de casa
Não me espere na esquina
Não me procure em qualquer rima

Hoje não quero ver ninguém
E antes que se arrependa
Não me costure em velha renda
Há risco de rasgar

Hoje só quero ser contigo
Só mais um na solitude
Ouvindo o som do alaúde
Que chora e chora e consola

Resolução sem conclusão
Sou um pássaro na mão
Que deseja ser gaiola
Então vem… mas outra hora

Hoje não vou sair daqui
Hoje só quero ser feliz
Uma pequena plenitude
Um casco, um caracol
Que se livrou do anzol
E não deseja mais voltar

>> Caminho Sem Volta