Público
>> Erupção (Conteúdo FREE)

Quando a pena se junta às nuvens
Muito do que foi contado se vai
Mas as pedras lançadas por Jenny
Como queria, que necessárias não fossem mais

O oitavo andar até pôde ser algo plausível
Diante dos horrores e pesadelos
Mas ninguém é merecedor de crucificação
Muito menos as vítimas, que invariavelmente
Sofrem com os dedos apontados e olhares de vilão

Tem coisas que mudam lentamente
Outras não mudam jamais
A falha do homem reside na crença
De se achar que é perfeito demais pra errar

Derrubam-se as casas e as cartas do castelo
As plantações secam e contaminam o solo
O mal resiste e reside escondido
Vivendo onde mais se esperava proteção

E rouba dos sonhos os pedacinhos
Deixando os desenhos sem sentido
A distribuir versões mentirosas
Que sugam o gosto todinho

No fim os corpos declinam no campo de batalha
Deixando lições por poucos apreendidas
E com armas sempre em mãos
Sem pena nenhuma na erupção
Público
>> Encontro Com o Acaso

Hoje a gente se olhou
Hoje a gente sorriu juntos
Eu não te conheci
E você seguiu sem saber quem eu era

Mágico momento,
Gravado num tempo qualquer
Que talvez só volte a se encontrar
Numa outra era

Vamos deixar marcado
Esse encontro com o acaso
Não precisa acontecer
Nada demais a partir daí

Apenas mais um sorriso e um olhar conversando entre si
Num diálogo que nem você ou eu
Saberemos distinguir

Uma conversa sem palavras
Sem falas marcadas
Somente um roteiro vagabundo
Inspirado nos mais belos clássicos do cinema mudo

Dessas que deixa saudade
E uma vontade incontrolável e incoerente
De rever o que se sente
Enquanto a gente pro coração mente

Que amanhã será como hoje
E mais uma vez a gente vai se ver
E se conhecer, por acaso, naquele breve segundo

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