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@tiagoandreatto

Tiago do Amaral Andreatto
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@tiagoandreatto
há 11 meses
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Às vezes me sinto o reflexo de uma geração… perdida!
Que ousou sonhar e até chegou a acreditar
Mas esbarrou nas oportunidades escassas

Tenho a impressão que sempre nos olharam… como patinhos feios!
Foram forjados no sacrifício e nunca entenderam bem
Essa coisa de ter esperança

Aos poucos fomos contaminados e sugados… sem imunidade parlamentar!
Julgaram-nos até a alma, só pra cantarem vitória
Diante da massa arrendada e falida

O mundo andou doente por estes dias e a cura… Omissa!
Foi uma comunhão de vistas grossas e raiz grossa
Que o amargor dava pra sentir na derme

Mas seria grosseria dizer que ainda é assim
E que o novo tem tudo e mal sabe como chegar no fim
Perdidos éramos nós, mas nunca fomos os que não cantavam alecrim
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@tiagoandreatto
há 11 meses
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Abri os olhos...
Mil corpos, deitados à minha direita, mil corpos à minha esquerda.
Aos poucos eles se levantaram... E fomos seguindo, caminhando, feito uma criação que nasce, cresce e se alimenta, até que chega o dia do abate.

...

Edwiges - Anda Ian! Vamos nos atrasar!

Ian - Já vou! Mas você tem mesmo certeza que é seguro lá fora?

Edwiges - Tenho sim! Não precisa se preocupar. Eu já falei com o Vladimir e também com o Hans e eles prometeram te deixar em paz. Aliás, também disseram que não vão mais brigar.

Ian - E você acreditou neles?

Edwiges - Eles pareceram sinceros. Pareceu-me um acordo sério… De cavalheiros!

Ian - Tá bem! Eu vou com você, mas pra onde vamos?

Edwiges - Vamos brincar de esconde nos campos de trigo? Eu adoro e dá pra gente chamar todo mundo.

Como era lindo brincar nos campos de trigo. O Sol iluminava os cabelos ruivos da Edwiges e eles brilhavam… feito estrelas... feitos de estrelas.
O Hans e o Vladmir, sempre brigando, com todos e às vezes entre eles mesmo. E quando isso acontecia, todo mundo se envolvia e não tinha como ficar de fora. Estava feito no mundo o estrago.

...

"E Continuamos Contado..." é uma dramaturgia que narra um história potente de luta, guerra e sofrimento. Uma história conhecida por todos, porém contada de uma forma poética e leve, feito um romance adolescente que deixa marcas e aos poucos vai ficando no passado, mas que nunca é totalmente esquecido. Mas será que deveríamos?
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@tiagoandreatto
há 11 meses
Público
Aos poucos as palavras vão sumindo
E os gritos, abandonados, silenciando
A luz lá no alto, reduziu-se a uma pequena partícula
No fundo do poço, as paredes aparentam ser mais íngremes

As mãos, da ajuda, não alcançam tal profundidade
E as cordas jogadas, não passam apenas de cordas jogadas
A água já chegou na altura do peito
E o corpo submerso não reconhece mais o afeto

Afogado o instante, em instantes será esquecido
O estandarte abandonado, já era bagagem em excesso
Um rescaldo do mais negro cinza que finalmente encontrou um repouso
Uma palavra, não mais palavra… Agora uma mancha, que sobrou na borracha

...
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@tiagoandreatto
há 11 meses
Público
Onde a gente tamô?
A gente tá!
A gente tá?
Aonde?
Você não se lembra? Acho que a gente tá nos quintos.
Eu não lembro nem do primeiro
Que inferno!!!
Parece mesmo!
Igualzinho o que Dante falou
E quem é esse Dante aí?
É um escritor!
Coitado. Mais um morrendo de fome!
Você não sabe de nada mesmo, né
Ele morreu há mais de 300 anos
Nossa! Ele era mais pobre do que eu pensava
Agora faz sentido!
O que faz sentido?
Não terem me convidado pro enterro!
Será que ele tá aqui?
No inferno?
Ué. E o inferno não é dele?
Será que ele é o…

Ficou curioso com o desfecho desta história!? Então fiquem ligados aqui no Literunico que em breve o Livro 3 "Absurdo é Quadrado" , da coleção "12 Textos p/ Teatro Que Escrevi Quando Estava Falido", estará disponível em primeira mão por aqui!
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@tiagoandreatto
há 11 meses
Público
Zumbis é o 2º livro da coleção: 12 Textos p/ Teatro Que Escrevi Enquanto Estava Falido.

Ele já tá no forno, quase pronto. Esse trecho é só um aperitivo!

-x-

Montes…
Montes de gente, mas não gente, indigentes
Montes de lixo, montes em suplício, montes de merdas
Sempre fazendo barulho, barulho absurdo, montes de zumbidos
Zunindo no ouvido, zumbis…
Isso! Zumbis, sempre sedentos querendo alimentar os seus vícios.

Já são mais de 03:00h da madrugada e não me deixam dormir. Se xingam, se ameaçam, se querem matar e comer cada um o pedacinho do outro.

Um monte de loucos!

Fazem mais barulho do que os vizinhos nas beliches ao lado ou mesmo nos outros quartos. Às 07:00h eu trabalho, mas preciso sair por volta das 05:00 pra não pegar o metrô lotado.

O que eu tô fazendo aqui, já tô atrasado. Vou tomar um banho de gato e vazar rápido daqui.

Preciso correr, nestas ruas escuras, zumbis pra todo lado. Não posso ser assaltado, não tenho nada pra ser levado. Será que estes zumbis querem o meu corpo, socorro! Ou meu cérebro, meu deus, pra que querem meu cérebro, não tem nada lá dentro. Pelo menos nada que preste ou que sirva pra algo.

Não sirvo pra nada! Ouço isso desde sempre. Desde pequeno já não me viam como gente e hoje em dia é meu chefe, sempre mal-humorado, diz o tempo todo. - Você não serve pra nada! Não vende nada pelo telefone!

É sempre esse assédio, disfarçado de metas, nunca alcançáveis. Me dizem pra vender revista “Veja”, pra quem precisa de remédio pra vista. Nem Freud explica.

Ufa! Já passei pelo perigo maior. Essa rua da Sala São Paulo tem mais crack na rua do que tocando lá dentro no tablado ou no time do Corinthians. Aliás, esse não vê craque faz tempo.

Já consigo ver a Luz! Não a luz do fim do túnel, mas logo ali é o relógio da Luz. Mesmo no escuro ele tá sempre iluminado. Tô precisando tanto de uma luz. Será que ele divide um pouco comigo?

Ah, que bom, a escada rolante! Agora é só descer e seguir lá pra dentro. Mas que silêncio? Tá meio vazio por aqui. Mesmo esse horário já tem gente pra todo lado.

Que estranho! Tá fechado. A essa hora e o metrô tá fechado?

...
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@tiagoandreatto
há 11 meses
Público
Entre eus e “mins”
E sins e nãos
Aos poucos, bem lentamente
Acabo me tornando eles

Mas o que há neles que me assusta?
Que repele e impede, sem sucesso...

O desejo de não ser como o resto
Ou as sobras, tão comuns
Que nos tornam iguais

O robô, no fim das contas
Sabe que nasceu de uma linha de produção

Até que na alvorada do dia, a rebelia
Luta, a qualquer custo pra ser mais
Que algo racional
Um humano talvez, um outro eu

Entre eles e nós
Já não vejo diferença
Mas ela está ali, com certeza
Só não me alcançou a clareza

Pode ser que eu nunca a encontre
E pode ser que “a gente” nunca se veja

E tudo não passe de uma grande ilusão
E “nós” se revele algo, muito mais próximo de “eu”

Eus, “mins”, sins e nãos
E eles? Onde estão?

Tiago Andreatto - Auto Latrocínio
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@tiagoandreatto
há 11 meses
Público
"Fios" é a minha estreia na dramaturgia e estou disponibilizando aqui, apenas para leitura, com o valor simbólico de R$2,00.

Trata-se de uma peça dramática sobre encontros, despedidas e os laços invisíveis que nos conectam.

Revisão Final Atualizada* 29/03/2025
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@tiagoandreatto
há 11 meses
Público
Eu busco uma justiça sincera
Que apaga as velas
E age em favor

Eu busco olhar pro oriente
Um olhar consciente
Sem peso ou rancor

Não quero que me tragam rótulos
Que me vendam em módulos
Como me suicidar

Não quero que venham ao montes
Construindo elefantes
Que ninguém vai montar

Só quero
A lucidez da partida
Que sabe que um dia termina
E não há como voltar

Me quero
Em riscos eternos
Rabiscos gritantes
Que se façam notar

Eu busco curar a cegueira
Ouvir vida alheia
Num gesto de cor

Sou pêndulo sedento
Que se move entre o tempo
Fingindo ser a ator

Não quero que me tragam flores
Que me lembrem dores
Que vão me matar

Só quero
A doce partida
Que sempre termina
Como uma vontade de voltar
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@tiagoandreatto
há 11 meses
Público
Esta semana, apesar dos milhares de problemas, está sendo bastante produtiva no sentido de encontrar melodias e criar novas canções. A canção a seguir nasceu pronta e fazer o arranjo dela foi tão natural o que tornou o processo bem delicioso. Espero que gostem!

>> Blood Hole <<

[Verse 1]

When you meet the crack
When the night is come down
And the hole gets so big
You’re inside and don't even realize

Walls rise from nowhere
And the doors, all blocked
You forgot the keys
And the story goes on without end

[Chorus]

There is no rabbit to follow
Neverland is so far away
The little prince lost his rose
In the city sewers

The little crazy boy is lost
On the road that is not yellow
She is stained with red and sweat
She is the rest of what bled

[Verse 2]

When the wound is open
It's not always good to poke
The medicine is bitter
it will burn and it will hurt

The knife always sharp
Always someone to stick it in
Captain Hook was not the villain
And the fairy was not a lighthouse

[Chorus]

There is no rabbit to follow
Neverland is so far away
The little prince lost his rose
In the city sewers

The little crazy boy is lost
On the road that is not yellow
She is stained with red and sweat
She is the rest of what bled

[Interlude]

Oh, Oh Oh Oh, Oh Oh Oh

[Chorus]

Tradução

>> Buraco de Sangue <<

Verso 1

Quando você encontra a rachadura
Quando a noite cai
E o buraco fica tão grande
Você está dentro e nem se dá conta

Paredes surgem de lugar nenhum
E as portas, todas fechadas
Você esqueceu as chaves
E a história continua sem um final

Refrão

Não há coelho pra seguir
A Terra do Nunca está tão longe
O Pequeno Príncipe perdeu sua rosa
Nos esgotos da cidade

O Menino Maluquinho está perdido
E a estrada não é amarela
Ela está manchada de vermelho e suor
Ela é o resto do que sangrou

Verso 2

Quando a ferida está aberta
Nem sempre é bom cutucar
O remédio é amargo
Vai arder e vai doer

A faca está sempre afiada
E sempre tem alguém pra enfiá-la
Capitão Gancho não é o vilão
E a fada não é o farol
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@tiagoandreatto
há 11 meses
Público
 HeartStone

Give me a reason
Give me a second
Give me a chance

Give me the faith
What I need

Give me a heartstone
Give me a new song
Give me true

And give me the faith
What I need

In most of this cases, i’m right, i’m done
And all of these tastes, not satisfied, i’m gone (2x)

I put the old stone in the place
I felt it the most

[interlude]

Give me a flavor
Give me a smell born
Give me a pool to swin

And give me the faith
What can I do

Bring me an anchor
To hold my wrong steps
To sign my certificate of stupidity

And give me the faith
What else can I do

In most of this cases, i’m right, i’m done
And all of these tastes, not satisfied, i’m gone (2x)

I put the old stone in the place
I felt it the most

if anyone can do better
Show me how to act
Holding the weight
Of my old heartstone
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