Orgulho de participar dessa turma brilhante. O futuro do teatro reside aqui. O caminho ainda é longo, entretanto, prazeroso que só ele.
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Tiago do Amaral Andreatto
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>> Empáfia (Quero Falar Sobre Eu)
O mundo fala tanto sobre Eu
Que Eu já tô cansado disso tudo
Já passei horas tentando decifrar
Aonde Eu me encaixo nessa equação de poder
É Eu pra lá, é Eu pra cá
É Eu pra todo lado
Será alguém pensa em Nós
Ou Nós é algo menos importante que Eu
Aliás, até Eu às vezes acho que pensar em Nós é coisa do passado
Mas se Eu pensar bem
Eu deixar de falar de Nós fará de Nós Eu
E Eu serei mais um no mundo
Falando apenas sobre EU
#poesia #reflexão #poetasorocabano #pensamentos
O mundo fala tanto sobre Eu
Que Eu já tô cansado disso tudo
Já passei horas tentando decifrar
Aonde Eu me encaixo nessa equação de poder
É Eu pra lá, é Eu pra cá
É Eu pra todo lado
Será alguém pensa em Nós
Ou Nós é algo menos importante que Eu
Aliás, até Eu às vezes acho que pensar em Nós é coisa do passado
Mas se Eu pensar bem
Eu deixar de falar de Nós fará de Nós Eu
E Eu serei mais um no mundo
Falando apenas sobre EU
#poesia #reflexão #poetasorocabano #pensamentos
Que se abra uma fenda no tempo
Pra esconder todos os erros, defeitos
E tudo mais que se possa deixar
E na realidade paralela criada por ela
Que seja constante a inconstância ofegante
De nunca saber onde é que vai dar
O mistério é o que move o segredo
E move o tempero que torna o insosso
Fruto proibido nesse lugar
Quimera da vida, achar que se basta
Na ilha perdida que se encontra
Em lugar comum
Tão comum
Que nem se pode imaginar
Quisera o querer ser mais do que um ser
Vislumbre desejo que não vence o medo
De ser um finito, buraco no tempo escondido
Que não se pode enxergar
Que se abra uma fenda no tempo
Leve consigo todo o mal intrínseco
Que o bem não é capaz de apagar
E na realidade dispersa
Indigesta e inquieta
Tão farta de tudo
Que falta espaço no espaço infinito
Paradoxo do tempo, buraco no tempo
Que um dia não há de acabar
#poesia #filosofia #reflexão #pensamentos #teatro
Pra esconder todos os erros, defeitos
E tudo mais que se possa deixar
E na realidade paralela criada por ela
Que seja constante a inconstância ofegante
De nunca saber onde é que vai dar
O mistério é o que move o segredo
E move o tempero que torna o insosso
Fruto proibido nesse lugar
Quimera da vida, achar que se basta
Na ilha perdida que se encontra
Em lugar comum
Tão comum
Que nem se pode imaginar
Quisera o querer ser mais do que um ser
Vislumbre desejo que não vence o medo
De ser um finito, buraco no tempo escondido
Que não se pode enxergar
Que se abra uma fenda no tempo
Leve consigo todo o mal intrínseco
Que o bem não é capaz de apagar
E na realidade dispersa
Indigesta e inquieta
Tão farta de tudo
Que falta espaço no espaço infinito
Paradoxo do tempo, buraco no tempo
Que um dia não há de acabar
#poesia #filosofia #reflexão #pensamentos #teatro
>> Intervalo
Tô no intervalo,
Me dá um tempo
Pra preencher cada lacuna,
Botar de pé cada coluna
Do lado errado,
Sempre estive do lado errado
É sempre um fardo, me disseram
Reescrever a mesma história
Antes passado… hoje passado…
Tô no intervalo,
Só duas casas é que separam
O fim da estrada e o começo
Da pasárgada… Haverá bandeira hasteada
Haverá bandeira hasteada?
Tô no intervalo,
Me dá um tempo
Pra preencher cada lacuna,
Botar de pé cada coluna
Do lado errado,
Sempre estive do lado errado
É sempre um fardo, me disseram
Reescrever a mesma história
Antes passado… hoje passado…
Tô no intervalo,
Só duas casas é que separam
O fim da estrada e o começo
Da pasárgada… Haverá bandeira hasteada
Haverá bandeira hasteada?
>> Modernidade
Andamos cegos ao desfiladeiro,
As notas escoando do gordo globo,
E as sombras, cada vez mais abaixo
As víboras nos abraçam com força,
E fartos, seguimos comendo as beiradas
Reclusos as gaiolas escancaradas
A saída, uma tecla inalcançável,
A pomba branca já não aguenta o peso da granada
E as mentes insanas dominaram as ruas
Um poço, uma piñata, uma batata queimando
Triturando as florestas transformando-as em códigos
Tão crível que as borboletas se foram
Serrados os dedos, mantiveram-se ocupados
Amarrando os balões com as cores do arco-íris
Sugando o recomeço à espera do fim de todos
Andamos cegos ao desfiladeiro,
As notas escoando do gordo globo,
E as sombras, cada vez mais abaixo
As víboras nos abraçam com força,
E fartos, seguimos comendo as beiradas
Reclusos as gaiolas escancaradas
A saída, uma tecla inalcançável,
A pomba branca já não aguenta o peso da granada
E as mentes insanas dominaram as ruas
Um poço, uma piñata, uma batata queimando
Triturando as florestas transformando-as em códigos
Tão crível que as borboletas se foram
Serrados os dedos, mantiveram-se ocupados
Amarrando os balões com as cores do arco-íris
Sugando o recomeço à espera do fim de todos
>> DESERTO
E as promessas que não iremos cumprir
Seguimos fazendo-as, só pra distrair
À espera do céu, que dizem, vai intervir
E enfim teremos motivos pra sorrir
O fôlego gasto ficará para trás
E os lábios, nem se lembrarão das palavras a mais
As preces, as pragas, maldições em vão
Rotundos redutos criados para manter as crianças acordadas, com medo da noite
E as algemas que iremos aceitar
Nos permitindo deixar de sonhar
Um inferno tal qual o paraíso que insistem em desenhar
Afim de algo que nem eles são capazes de notar
Sôfregos nos tornaremos
Inquietos, anárquicos, nos perderemos
Então a visão ficará clara,
Assim como a paisagem no deserto a nossa volta
E as promessas que não iremos cumprir
Seguimos fazendo-as, só pra distrair
À espera do céu, que dizem, vai intervir
E enfim teremos motivos pra sorrir
O fôlego gasto ficará para trás
E os lábios, nem se lembrarão das palavras a mais
As preces, as pragas, maldições em vão
Rotundos redutos criados para manter as crianças acordadas, com medo da noite
E as algemas que iremos aceitar
Nos permitindo deixar de sonhar
Um inferno tal qual o paraíso que insistem em desenhar
Afim de algo que nem eles são capazes de notar
Sôfregos nos tornaremos
Inquietos, anárquicos, nos perderemos
Então a visão ficará clara,
Assim como a paisagem no deserto a nossa volta
Fora do casco
Formam-se cascas
Deixam-se lascas
Perdem-se as castas
Alongam-se as costas
Em busca de rotas
Mais próximas à encosta
Na certeza da resposta
Cresce-se a lista
Sensação quase mista
À medida que arrisca
Perder-se de vista
No rosto
Qual gosto?
Desgosto
Ou delírio pelo novo posto?
--> Casco Partido
Formam-se cascas
Deixam-se lascas
Perdem-se as castas
Alongam-se as costas
Em busca de rotas
Mais próximas à encosta
Na certeza da resposta
Cresce-se a lista
Sensação quase mista
À medida que arrisca
Perder-se de vista
No rosto
Qual gosto?
Desgosto
Ou delírio pelo novo posto?
--> Casco Partido
Que se abra uma fenda no tempo
Pra esconder todos os erros, defeitos
E tudo mais que se possa deixar
E na realidade paralela criada por ela
Que seja constante a inconstância ofegante
De nunca saber onde é que vai dar
O mistério é o que move o segredo
E move o tempero que torna o insosso
Fruto proibido nesse lugar
Quimera da vida, achar que se basta
Na ilha perdida que se encontra
Em lugar comum
Tão comum
Que nem se pode imaginar
Quisera o querer ser mais do que um ser
Vislumbre desejo que não vence o medo
De ser um finito, buraco no tempo escondido
Que não se pode enxergar
Que se abra uma fenda no tempo
Leve consigo todo o mal intrínseco
Que o bem não é capaz de apagar
E na realidade dispersa
Indigesta e inquieta
Tão farta de tudo
Que falta espaço no espaço infinito
Paradoxo do tempo, buraco no tempo
Que um dia não há de acabar
Pra esconder todos os erros, defeitos
E tudo mais que se possa deixar
E na realidade paralela criada por ela
Que seja constante a inconstância ofegante
De nunca saber onde é que vai dar
O mistério é o que move o segredo
E move o tempero que torna o insosso
Fruto proibido nesse lugar
Quimera da vida, achar que se basta
Na ilha perdida que se encontra
Em lugar comum
Tão comum
Que nem se pode imaginar
Quisera o querer ser mais do que um ser
Vislumbre desejo que não vence o medo
De ser um finito, buraco no tempo escondido
Que não se pode enxergar
Que se abra uma fenda no tempo
Leve consigo todo o mal intrínseco
Que o bem não é capaz de apagar
E na realidade dispersa
Indigesta e inquieta
Tão farta de tudo
Que falta espaço no espaço infinito
Paradoxo do tempo, buraco no tempo
Que um dia não há de acabar