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@literunico há 10 meses
Público
#Dia 323 Elã Surge como centelha no vácuo, Num ímpeto súbito e sem previsão. Elã não se apresenta num palco Não cabe num momento vão. Sua razão é a de uma criança, Ao fulgor que o peito reclama. Não é desejo nem esperança, É mais: a urgência que exclama Vai onde o cálculo recua, Inventa um sim no precipício. Elã é sopro que perpetua O gesto antes do artifício. Não há método em sua pressa, Nem cálculo que a contenha. É a loucura que rompe a promessa E o sonho que a mente desenha. Eder B. Jr.

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