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@tiagoandreatto há 1 ano
Público
Arde a tarde E até convencem Que em Marte há vida Até a morte Seguindo sempre o consorte E o trevo, a sorte será que tem? Dos bobos da corte Cabeças as corte e rumem para o norte Que a noite logo vem E quem vem também? Só me digam o que têm Não importa o que leem Façam-lhes reféns Lhes vendendo as masmorras E algumas folhas de alcachofra Lhes ensine bons modos E a ter aquela velha pachorra Que não faz mal a ninguém, nem bem Arde a tarde, Arde a pele, Arde a alma, Antes a deles do que a nossa Gritou o Rei precedendo a queda E a guerra ali cessou, Mas há de voltar bem rapidinho Os fogos de artifício cantarão Canções góticas e penumbra E a pluma pesará mais que mil tumbas Que se abrirão até que não mais se fecharão E enfim a tarde será lágrima Lástima, impávida, intrínseca E seca, mesmo estando cheio o lago no sertão - Denovo não!!! Quem será o dono da vez do novo sermão!?

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