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@literunico há 10 meses
Público
#Dia 329 Desalento Cai sem ruído, como o vestido que escapa do altar. Desalento não grita, esmorece. É o lume que desiste de iluminar. Nos olhos, a ausência da centelha, no gesto, o gosto de não seguir. Desalento não mais aconselha, apenas deixa de insistir. Entre a esperança e o abandono, ocupa a fresta onde tudo hesita. É silêncio, cão sem dono, é vontade que já não se agita. Não há dor explícita, nem revolta, só um vazio que escancara o ser. Desalento não fecha nenhuma porta mas esquece de aberta a manter. Eder B. Jr.

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