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@literunico há 1 ano
Público
#Dia 333 Desencanto O brilho cede, sem alarde, sem explosão. Desencanto não fere desvanece a ilusão. Já foi cor, já foi vertigem, já pulsou feito canção. Agora é cinza que finge não lembrar da combustão. Não há raiva, nem lamento, só o peso do que cessou. Desencanto é o desalento de quem, um dia, acreditou. Mas mesmo ao cair da dança, fica um traço, quase ponto. Lembrança distante da esperança: É a memória do Encanto. Eder B. Jr.
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