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@tibianchini 1 year ago
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Reborn (A poem deformed, without metrics neither foot nor head. More or less as the world walks.) Children who want to play adult; In your make-believe world, making up the bed, Making food, serving the complaining doll, Making deals or dating a hidden friend. Playing cart - Vruum! Vruum! Or playing war - ratata! Playing doctor, who will heal Imaginary diseases, no fear at all. Children who can imagine themselves being grown up: Rationalizing conversations and pretending to study, Getting into serious business and wanting to know everything, Thinking you're ladies of your own lives. Adults who want to play child; Procrastinating readings and studies more, Going-and-coming to Uber, sitting in the back seat, Complaining about how to drive every day gets tired. Choosing to kill and die in real wars, running away from decisions for which you are responsible, Living like everything's allowed and disposable, Treating your mental illness like a joke. Seeking pleasure in a stranger to betray his partner, Running away from responsibilities, looking for fun; Spending more than you can, and blowing up the card, Looking for the lap of a father who's not coming back. Mature children, adult children; seeking what makes them The ideal of the other, abandoning what they do not like, And dedicated to a life that boils down to nothing: Fake loves, plastic lives, empty sensations, reborn babies.
Automatically translated from Portuguese.
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Reborn (Um poema disforme, sem métrica nem pé nem cabeça. Mais ou menos como anda o mundo.) Crianças que querem brincar de adulto; Em seu mundo de faz-de-conta, a arrumar a cama, A fazer comidinha, servindo à boneca que reclama, A fazer comprinhas ou namorar um amigo oculto. A brincar de carrinho - Vruum! Vruum! Ou a brincar de guerra - Ratatatá! A brincar de médico, que irá curar Doenças imaginárias, sem temor algum. Crianças que já se imaginam crescidas: Racionalizando conversas e fingindo estudo, Se metendo em assuntos sérios e querendo saber tudo, Achando-se senhoras das suas próprias vidas. Adultos que querem brincar de criança; Procrastinando leituras e estudos mais, Indo-e-vindo em Uber, sentados no banco de trás, Reclamando de como dirigir todo dia cansa. A escolher matar e morrer em guerras reais, a fugir de decisões pelas quais se é responsável, A viver como se tudo fosse permitido e descartável, A tratar como brincadeiras suas doenças mentais. Buscando prazer num estranho para trair seu par, Fugindo das responsabilidades, em busca de diversão; A gastar mais do que pode, e estourar o cartão, A procurar o colo de um pai que já não vai voltar. Crianças maduras, adultos infantis; buscando o que os torne O ideal do outro, abandonando o que não lhes agrada, E dedicando-se a uma vida que se resume a nada: Amores fake, vidas plásticas, sensações vazias, bebês reborn.

Replies (1)

@MarU · 1 year ago
It's a lot of layers, but the final pitch is a neo contemporary nanochronic. Great!
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São muitas camadas, mas o arremate final, é uma nano crônica neo contemporânea. Genial!

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