avatar
@literunico há 9 meses
Público
#Dia 335 Superstição Ela anda de mansinho, meia palavra, dedo cruzado. Superstição não vê caminho, segue o vento enredado. Carrega fitas, promessas e sal, reza torta em chão sagrado. Superstição beija no final do que o medo deixa selado. Crê no que escapa ao sentido, mas abraça como quem já sabe. Superstição não exige do ouvido, mas fala e cala, como uma chave. É fé que teme a dúvida, esperança com disfarce. Superstição é uma súbita necessidade que nunca parte. Eder B. Jr.

Comentários (0)

Sem comentários ainda.
Entre para comentar.