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@eliz_leao há 9 meses
Público
O simples ato de existir Com sua pura autonomia. Traça sulcos pela terra Como uma sedenta fera. Brota, rasgando tudo pela frente Com seus dedos tementes. E com uma gota suave, Breve chuva, faz irrigar forte, E cresce a flora, com bravura. Colorindo calçadas, Cantos de prédios, Saindo pelas pedras. Enfeitando a visão de qualquer criatura. Dando abrigo quando cresce a todos os seres viventes. Passarinhos, pequenos roedores. E nutrem além de tudo, com frutas e suas sementes. Além de dar ar fresco Ao mundo inteiro, Vida intermitente. E ela que não precisa de nada, nós que somos seus dependentes. Eliz Leão

Comentários (3)

@JuNaiane · há 9 meses
Consegui visualizar suas palavras, é tão lindo!
@MarU · há 9 meses
Malavilosaaaa demais! 🥹❤️ Sensibilidade em cada poro. 🤌❤️👏👏👏
@Cilene · há 9 meses
Vc é como esse poema, uma esperança!
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