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@carlajaia há 9 meses
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Pingou nanquim no lençol Ou era minha lágrima, meu desatino carnavalesco? Eu, que sou oposta ao próprio tempo, Contrária ao meu sorriso, Diminuta. Vazia. Pingou nanquim no lençol, Meu sangue aquarelado Da vida em preto e branco - - os sons do meu segredo: "Tenho medo de morrer Por minhas próprias mãos" Deus já me salvou tantas vezes Que passei a ser grata aos anjos E a todos os seres sagrados De todos os credos do mundo Eu oro para quem estiver ali Me oferecendo atenção. Pingou nanquim do céu E uma mãe toda virgem Me redesenhou inteira. Não é dessa vez que eu parto. Carla Jaia

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