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@literunico há 9 meses
Público
#Dia 345 Longanimidade Mantém-se ereta a alma que não clama, Ainda que a injúria insista em lhe ferir; Longanimidade é branda chama, Que arde em paz, sem nunca consumir. Não ruge contra o tempo nem desdita, Nem se desmancha ao peso da razão. É fibra antiga, é calma bendita, É flor que brota em meio à aflição. Seu passo é lento, mas não hesitante, Pois sabe: o fim não se conquista ao grito. Espera, e o mundo, errante, Curva-se ao seu ânimo infinito. Não é rendição, nem passividade, Mas força que recusa o revidar. Longanimidade é liberdade De não ceder ao impulso de vingar. E assim, serena, segue soberana Sem mágoa, sem urgência, sem rancor. Pois quem carrega a dor sem que a profana Revela ao mundo o mais antigo amor. Eder B. Jr.

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