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@literunico há 1 ano
Público
Dia 342 Melindre Um gesto torto Uma palavra, e já se encolhe. Melindre não difere, prefere... o silêncio onde o orgulho se recolhe. Mora no excesso do tato, na espera do tom exato. No olhar que se perde no ato e no afeto, sempre, ingrato. Não é vaidade pura, mas uma flor mal regada. Tem raiz na ternura e no medo da alma tocada. Quem o sente, se priva de carinho, É caminha sobre brasas. Melindre é um grosso espinho em meio às suas próprias asas. Eder B. Jr.
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