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@literunico há 8 meses
Público
#Dia 344 Alvoroço Na alvorada, um calhamaço de ideias, Como asas que se decidem voar. Alvoroço é a sinfonia suspeita Aflita pressa a se desenrolar À vista, lampejos de incêndio, Na fala, um verbo sem fim. É o tumulto, tormento dos nervos, Vertigem, torvelim. Não há pausa, não há medida, Só o ímpeto que nos distrai. Alvoroço é moinho da vida Quando a calmaria toda se esvai. E quando enfim, ao fim se dissipa, Resta o resto do que não cessou: O mundo, mudo, muda ao que grita, Dentro da alma, o amor que se amou. Eder B. Jr.

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