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@lorran94 há 1 ano
Público
Inexistência No sinal, na rua, na calçada, Um jovem buscava razões para viver. Entre um gole ou outro de cachaça, Quem iria entender? Do papelão, uma casa, Seu quintal era a calçada. Sem porta e janela — como era possível? Dentro de si, era tudo imprevisível. Impotência, inexistência — era tudo o que sentia. Para a sociedade, aquele jovem não existia. Queria viver, brincar e sonhar, Ter um lugar tranquilo para descansar. Mas, entre goles daquela bebida, Aquela existência se desvanece... Em um beco escuro, durante uma madrugada fria.
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