A carência fabrica ilusões
Moldam o imaginário com falsas percepções
Materializam afetos inexistentes
E depois, o que sobra da gente?!
Tristeza e melancolia são o resultado gerado
No imaginário exagerado
Onde a voz da ilusão
Soa como um trovão
No coração daqueles pobres solitários,
Que, bem lá no fundo, só querem ser amados.
@lorran94
Lorran Esteves
7
posts
5
seguidores
4
seguindo
Inexistência
No sinal, na rua, na calçada,
Um jovem buscava razões para viver.
Entre um gole ou outro de cachaça,
Quem iria entender?
Do papelão, uma casa,
Seu quintal era a calçada.
Sem porta e janela — como era possível?
Dentro de si, era tudo imprevisível.
Impotência, inexistência — era tudo o que sentia.
Para a sociedade, aquele jovem não existia.
Queria viver, brincar e sonhar,
Ter um lugar tranquilo para descansar.
Mas, entre goles daquela bebida,
Aquela existência se desvanece...
Em um beco escuro, durante uma madrugada fria.
No sinal, na rua, na calçada,
Um jovem buscava razões para viver.
Entre um gole ou outro de cachaça,
Quem iria entender?
Do papelão, uma casa,
Seu quintal era a calçada.
Sem porta e janela — como era possível?
Dentro de si, era tudo imprevisível.
Impotência, inexistência — era tudo o que sentia.
Para a sociedade, aquele jovem não existia.
Queria viver, brincar e sonhar,
Ter um lugar tranquilo para descansar.
Mas, entre goles daquela bebida,
Aquela existência se desvanece...
Em um beco escuro, durante uma madrugada fria.
Inúmeras cicatrizes marcavam sua existência,
Marcas que o futuro não apaga.
Às vezes, marcavam os pulsos; em outras, o peito.
O universo daquele garoto desmoronava por inteiro.
Sofria as dores do silêncio e das palavras não ditas.
Suicida? Não. Homicida.
Matava seus amores, suas cores, sua essência...
A existência se tornava vazia,
E dos pequenos lapsos de alegria,
O menino logo se esquecia.
Gritava, gritava e gritava,
Mas ninguém o ouvia.
Ou não se importavam com a vida daquele jovem,
Que, cedo ou tarde, morreria de overdose,
À noite, em alguma esquina.
E aquelas cicatrizes, para sempre,
Seriam esquecidas.
Marcas que o futuro não apaga.
Às vezes, marcavam os pulsos; em outras, o peito.
O universo daquele garoto desmoronava por inteiro.
Sofria as dores do silêncio e das palavras não ditas.
Suicida? Não. Homicida.
Matava seus amores, suas cores, sua essência...
A existência se tornava vazia,
E dos pequenos lapsos de alegria,
O menino logo se esquecia.
Gritava, gritava e gritava,
Mas ninguém o ouvia.
Ou não se importavam com a vida daquele jovem,
Que, cedo ou tarde, morreria de overdose,
À noite, em alguma esquina.
E aquelas cicatrizes, para sempre,
Seriam esquecidas.
A Oração de Alguém
Salvo, mais uma vez, de mim mesmo fui
Habita em meu interior um mundo que desconheço.
Não havia ponto algum que brilhasse luz;
Ao erro, cada pedaço de mim conduz.
Entre o ego e a soberba, reina a minha natureza.
Errado, errante, fui da vida um viajante,
Buscando encontrar esperança de viver.
Ao Deus que me salvou, agradeço.
Elevei meus olhos aos céus e pude ver meu recomeço.
Das esquinas sombrias onde o luto me aguardava,
Tua luz me iluminou e me mostrou uma nova estrada.
Caminhava sozinho, perdido, sem razão pra viver.
Ao Deus antes desconhecido, pude me render.
Não conduzo minhas palavras para pregar religião,
Mas um amor perfeito me encontrou e me tirou do chão.
Ao Deus que me encontrou, elevo minhas canções
E peço que cada ser perdido seja tocado
Em seus corações.
Salvo, mais uma vez, de mim mesmo fui
Habita em meu interior um mundo que desconheço.
Não havia ponto algum que brilhasse luz;
Ao erro, cada pedaço de mim conduz.
Entre o ego e a soberba, reina a minha natureza.
Errado, errante, fui da vida um viajante,
Buscando encontrar esperança de viver.
Ao Deus que me salvou, agradeço.
Elevei meus olhos aos céus e pude ver meu recomeço.
Das esquinas sombrias onde o luto me aguardava,
Tua luz me iluminou e me mostrou uma nova estrada.
Caminhava sozinho, perdido, sem razão pra viver.
Ao Deus antes desconhecido, pude me render.
Não conduzo minhas palavras para pregar religião,
Mas um amor perfeito me encontrou e me tirou do chão.
Ao Deus que me encontrou, elevo minhas canções
E peço que cada ser perdido seja tocado
Em seus corações.
Do sentido da vida, nada sabemos.
De onde viemos? Para onde vamos?
Me pergunto, observando as nuvens cinzentas que tomam o céu:
Qual é o sentido da vida?
Enquanto me perco em pensamentos,
Vejo uma criança sorridente brincando na chuva.
Ali, entendi tudo:
Nem tudo se resume à gente.
A felicidade dos pequenos momentos
É a verdadeira representação da vida:
aqui e agora.
De onde viemos? Para onde vamos?
Me pergunto, observando as nuvens cinzentas que tomam o céu:
Qual é o sentido da vida?
Enquanto me perco em pensamentos,
Vejo uma criança sorridente brincando na chuva.
Ali, entendi tudo:
Nem tudo se resume à gente.
A felicidade dos pequenos momentos
É a verdadeira representação da vida:
aqui e agora.
O menino
Havia um menino cheio de sonhos,
Queria voar e se tornar um super-herói.
Perdeu-se dentro de si
E nunca mais se reencontrou.
Entre agressões e embriaguez,
Seu sonho se apagou.
A realidade?
Ao ter o sonho roubado,
O oprimido se tornou opressor.
Nas ruas, buscou algo parecido com o amor,
Mas só encontrou dor, desilusão e sofrimento.
O menino colheu o que não plantou,
Foi vítima daquilo que não escolheu.
Levaram-no para um túmulo frio e vazio.
E, cheio de sonhos,
Foi vítima de uma covardia
Que encerrou sua história.
Aquele menino cheio de sonhos
Agora só existe na memória.
Havia um menino cheio de sonhos,
Queria voar e se tornar um super-herói.
Perdeu-se dentro de si
E nunca mais se reencontrou.
Entre agressões e embriaguez,
Seu sonho se apagou.
A realidade?
Ao ter o sonho roubado,
O oprimido se tornou opressor.
Nas ruas, buscou algo parecido com o amor,
Mas só encontrou dor, desilusão e sofrimento.
O menino colheu o que não plantou,
Foi vítima daquilo que não escolheu.
Levaram-no para um túmulo frio e vazio.
E, cheio de sonhos,
Foi vítima de uma covardia
Que encerrou sua história.
Aquele menino cheio de sonhos
Agora só existe na memória.
A velha senhora
Sentada no banco da praça, uma velha senhora de olhos marejados escondia em seu sorriso a dor de quem já sofreu muito nesta vida.
Seus olhos demonstravam aflição. Me pergunto: como pode haver tanta injustiça?
Mantinha-se em silêncio, mas era possível observar quanta dor ela sentia.
Riquezas? Luxo? Não era isso que ela queria!
Aquela velha senhora sentada na praça, sem dizer uma palavra,
Só queria que a vida fosse gentil com ela um dia.
Sentada no banco da praça, uma velha senhora de olhos marejados escondia em seu sorriso a dor de quem já sofreu muito nesta vida.
Seus olhos demonstravam aflição. Me pergunto: como pode haver tanta injustiça?
Mantinha-se em silêncio, mas era possível observar quanta dor ela sentia.
Riquezas? Luxo? Não era isso que ela queria!
Aquela velha senhora sentada na praça, sem dizer uma palavra,
Só queria que a vida fosse gentil com ela um dia.