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Postado na Liga dos Sete - Facebook Leme Franthesca Kally 24/09/2026 Tenho tanta coisa na cabeça, que o mar já não consegue comportar Minha mente é um oceano sem margem, onde até as estrelas parecem naufragar No convés de um navio sem nome, eu vejo a noite se derramar A vela rasgada dança com o vento, e o velho mastro ameaça tombar O céu está coberto de nuvens, a lua se esconde atrás do temporal E eu seguro firme o leme, sem saber se existe algum porto afinal A bússola gira sem rumo, o ponteiro perdeu por completo o norte O mar chama pelo meu nome, mas eu não sei se volto ou sigo até a morte Minha mente é um mar em fúria, meu navio está prestes a afundar Tenho mil estrelas no céu, mas nenhuma consegue me guiar Tenho mapas rasgados na mesa, e tesouros que eu nem sei procurar Entre monstros, ondas e tempestades, já nem sei se quero voltar Tenho tanta coisa na cabeça, que às vezes chego a delirar Sou capitão do meu próprio caos, sem saber onde vou ancorar Já não sou mais o mesmo pirata que um dia partiu daquele cais O vento mudou minhas velas, e as ondas nunca foram iguais Carrego cicatrizes no casco, e segredos escondidos no porão Há fantasmas andando no convés, sussurrando dentro da minha razão A tripulação perdeu a coragem, alguns saltaram no mar durante a noite Outros ainda gritam ordens, mas ninguém sabe mais quem está no comando. E a bússola gira sem rumo, enquanto o céu começa a desabar Cada onda parece uma escolha, cada escolha me faz naufragar. Há uma ilha no fim do horizonte, mas eu não sei se devo chegar Talvez esconda o meu tesouro, talvez seja onde eu vou me perder de vez no mar Vejo um farol entre a neblina, mas ele pode ser uma ilusão Ou talvez seja a última chama, acesa dentro do meu coração E quando o céu ficar vermelho, e a última vela se rasgar, se o oceano engolir meu navio Eu ainda vou tentar navegar Hoje o mar não vai me calar, hoje eu não vou me entregar Se o céu cair sobre o navio, eu ainda tenho o leme na mão Minha mente é um mar em fúria, meu navio está prestes a afundar Mas enquanto houver vento nas velas, eu ainda tenho onde chegar Que se levantem as tempestades, que o trovão rasgue o céu sobre o mar Eu perdi o mapa e a bússola, mas não perdi a vontade de navegar Tenho tanta coisa na cabeça, que às vezes chego a delirar Já não sou mais o mesmo de antes, mas ainda não deixei meu navio afundar Então tragam as velas, levantem o mastro, deixem o vento decidir Se o mar quiser minha alma, que venha me buscar, enquanto houver céu sobre mim Enquanto houver mar sob meus pés Vou continuar navegando

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