@eduliguori
há 6 meses
Público
Ando macambúzio
um gramo insolente
desse jeito sorrateiro
entre ramos me queixo
de que vale essa prosa
todo o molejo poético
se meus vasos sem flor
permanecem assim
sem beijo sem cheiro
raiz seca e terra árida
ando emburrecido
um tanto tenente
sem dinheiro
ali me deixo
admirando uma rosa
sirvo um sorriso patético
sigo sem teu amor
uma semana sem fim
um perigoso vespeiro
a cara lavada pálida
com o corpo adormecido
tenho o pensamento demente
sem barro oleiro
novamente me queixo
com uma bossa
Edu Liguori
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