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@eduliguori há 1 ano
Público
Ando macambúzio um gramo insolente desse jeito sorrateiro entre ramos me queixo de que vale essa prosa todo o molejo poético se meus vasos sem flor permanecem assim sem beijo sem cheiro raiz seca e terra árida ando emburrecido um tanto tenente sem dinheiro ali me deixo admirando uma rosa sirvo um sorriso patético sigo sem teu amor uma semana sem fim um perigoso vespeiro a cara lavada pálida com o corpo adormecido tenho o pensamento demente sem barro oleiro novamente me queixo com uma bossa Edu Liguori
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