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#link365temaslivros

Postagens públicas e visíveis que usam esta marca. Boa para capítulos, diários de criação, séries e publicações em andamento.
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@aleituracria há 1 ano
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<h5><span style='color: red;'>#Ameninaqueroubavalivros</span></h5><p><strong>Status da Leitura:</strong> Lido</p><p>Detalhes do Livro: <a href='https://www.literunico.com.br/books/889'><strong>A menina que roubava livros</strong></a></p><p>#Link365TemasLivros<br /> #Desafio365Livros -32/365<br /> <br /> Comente na Biblioteca em um livro onde a palavra foi usada como instrumento direto de libertação, não como alegoria, obras em que a escrita salvou vidas, derrubou muros, rasgou leis injustas. Livros que provam que ler também é resistir.</p>
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@aleituracria há 1 ano
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<h5><span style='color: red;'>#Grandesertão:veredas</span></h5><p><strong>Status da Leitura:</strong> Lido</p><p>Detalhes do Livro: <a href='https://www.literunico.com.br/books/665'><strong>Grande sertão: veredas</strong></a></p><p>#Link365TemasLivros<br /> #Desafio365Livros - 31/365<br /> <br /> Comente na Biblioteca em um livro onde o autor tenha usado a escrita para recusar o apagamento, obras que enfrentam regimes, comissões, censuras, perseguições ou cancelamentos, onde a literatura se torna documento de resistência civil.<br /> <br /> Vou ter que “roubar” , mas aproveito e deixo aqui um livro que eu mesma ainda preciso ler, e que deixo também como inspiração para você que está lendo essa publicação</p>
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@jjr · há 1 ano
Tenho ele, comecei e depois deixei na estante... espero terminar um dia. Comprei porque estava procurando um livro com brasilidades (sotaques).
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@aleituracria há 1 ano
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<h5><span style='color: red;'>#Sapiens(Novaedição):Umabrevehistóriadahumanidade</span></h5><p><strong>Status da Leitura:</strong> Lido</p><p>Detalhes do Livro: <a href='https://www.literunico.com.br/books/843'><strong>Sapiens (Nova edição): Uma breve história da humanidade</strong></a></p><p>#Link365TemasLivros<br /> #Desafio365Livros -30/365<br /> <br /> Comente na Biblioteca em um livro onde a literatura ousa tocar o sagrado, não para negá-lo, mas para interrogá-lo, obras em que o mito, a religião, a fé ou os dogmas são desconstruídos, tensionados e reinventados pela narrativa.<br /> <br /> O livro desconstrói muitos aspectos do que é considerado sagrado, refletindo sobre as ações humanas sob a ótica científica.</p>
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@literunico há 1 ano
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#Link365TemasLivros #Desafio365Livros Dia 33 Comente na Biblioteca em um livro em que a trama se desdobra como um código a ser decifrado, obras em que símbolos, pistas e referências ocultas guiam o enredo, e o conhecimento se transforma em ferramenta de sobrevivência. (Vale comentário em marcação de Lido ou em Leitura e resenha, não esqueça de marcar a caixa de compartilhar no perfil) #Desafio365postagens Dia 171 O Símbolo que Esconde Quando não contam E escondem. Entre linhas, entre símbolos, entre silêncios milimetricamente calculados. A pista é também armadilha. A resposta, um degrau para outra dúvida. O leitor é convidado a deixar de ser passivo, a assumir o papel de quem desvenda. E, ao final, percebe que o verdadeiro segredo não está nos mapas, mas na própria maneira como se lê o mundo. Eder B. Jr. Indicação do @literunico <h5><span style='color: red;'>#Osímboloperdido(RobertLangdon-Livro3)</span></h5><p><strong>Status da Leitura:</strong> Iniciando Leitura</p><p>Detalhes do Livro: <a href='https://www.literunico.com.br/books/861'><strong>O símbolo perdido (Robert Langdon - Livro 3)</strong></a></p>
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@literunico há 1 ano
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#Link365TemasLivros #Desafio365Livros Dia 32 Comente na Biblioteca em um livro onde a palavra foi usada como instrumento direto de libertação, não como alegoria, obras em que a escrita salvou vidas, derrubou muros, rasgou leis injustas. Livros que provam que ler também é resistir. (Vale comentário em marcação de Lido ou em Leitura e resenha, não esqueça de marcar a caixa de compartilhar no perfil) #Desafio365postagens Dia 170 A Letra Que Quebra Correntes Nem todo herói carrega espada. Alguns empunham papel. Fazem da língua instrumento de justiça, e do direito, abrigo para os esquecidos. Eder B. Jr. Indicação do @literunico<h5><span style='color: red;'>#Liberdade(1880–1882):ObrasCompletasdeLuizGama</span></h5><p><strong>Status da Leitura:</strong> Iniciando Leitura</p><p>Detalhes do Livro: <a href='https://www.literunico.com.br/books/860'><strong>Liberdade (1880–1882): Obras Completas de Luiz Gama</strong></a></p>
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@literunico há 1 ano
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#Link365TemasLivros #Desafio365Livros Dia 31 Comente na Biblioteca em um livro onde o autor tenha usado a escrita para recusar o apagamento, obras que enfrentam regimes, comissões, censuras, perseguições ou cancelamentos, onde a literatura se torna documento de resistência civil. (Vale comentário em marcação de Lido ou em Leitura e resenha, não esqueça de marcar a caixa de compartilhar no perfil) #Desafio365postagens Dia 169 Não Digo o Nome de Ninguém Há momentos em que o calar é cúmplice. E escrever, um gesto de risco. Quando o poder exige nomes, há quem entrega o silêncio. Quando a mesa do tribunal vira palco, há quem levante da cadeira e aceite o corisco Não se trata de heroísmo. Mas de integridade. Alguns livros não salvam o autor. Mas salvam sua dignidade. E com ela, a memória Daqueles que também não se curvaram. Eder B. Jr. Indicação do @literunico <h5><span style='color: red;'>#Acaçaàsbruxas</span></h5><p><strong>Status da Leitura:</strong> Iniciando Leitura</p><p>Detalhes do Livro: <a href='https://www.literunico.com.br/books/859'><strong>A caça às bruxas</strong></a></p>
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@literunico há 1 ano
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#Link365TemasLivros #Desafio365Livros Dia 30 Comente na Biblioteca em um livro onde a literatura ousa tocar o sagrado, não para negá-lo, mas para interrogá-lo, obras em que o mito, a religião, a fé ou os dogmas são desconstruídos, tensionados e reinventados pela narrativa. (Vale comentário em marcação de Lido ou em Leitura e resenha, não esqueça de marcar a caixa de compartilhar no perfil) #Desafio365postagens Dia 168 Livro Blasfema? Livros proibidos Eles quebram os selos, desfazem os tabus, e sangram as palavras até revelar que todo dogma é também metáfora. Não se trata de ofensa. Mas de enfrentamento. De olhar a fé como invenção coletiva e perguntar: quem lucra com a sua rigidez. A ficção, aqui, é faca. Mas também espelho. E o leitor, se que do medo se desfez poderá ver mais do que texto: verá as rachaduras do que achava inquebrável. Eder B. Jr. Indicação do @literunico <h5><span style='color: red;'>#Osversossatânicos</span></h5><p><strong>Status da Leitura:</strong> Iniciando Leitura</p><p>Detalhes do Livro: <a href='https://www.literunico.com.br/books/858'><strong>Os versos satânicos</strong></a>
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@fksilvain há 1 ano
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<h5><span style='color: red;'>#Flor,café,amor:AhistóriadeJasmine&Mateus(SobreOutrosCoraçõesLivro2)</span></h5><p><strong>Status da Leitura:</strong> Lido</p><p>Detalhes do Livro: <a href='https://www.literunico.com.br/books/65'><strong>Flor, café, amor: A história de Jasmine & Mateus (Sobre Outros Corações Livro 2)</strong></a></p><p>#Link365TemasLivros<br /> #Desafio365Livros<br /> <br /> Comente na Biblioteca em um livro onde a imensidão se esconde no cotidiano, onde o enredo não depende do extraordinário, mas de uma chaleira no fogo, uma palavra não dita ou um gesto que carrega o peso de uma vida inteira.<br /> <br /> Fazendo mais um marketing de um livrinho meu: este romance é mais uma história de amor cotidiana, em que o dia a dia vai se desenrolando enquanto os personagens se apaixonam, sofrem, lutam pelo que sentem. É um romance universitário cheio de ternura.<br /> <br /> #Desafio365postagens<br /> <br /> Dia 166</p>
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@aleituracria há 1 ano
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<h5><span style='color: red;'>#BattleRoyale</span></h5><p><strong>Status da Leitura:</strong> Lido</p><p>Detalhes do Livro: <a href='https://www.literunico.com.br/books/870'><strong>Battle Royale</strong></a></p><p>#Link365TemasLivros<br /> #Desafio365Livros - 29/365<br /> <br /> Comente na Biblioteca em um livro onde a literatura serve como rito de despedida, obras que se aproximam da morte não com frieza ou grandiloquência, mas com intimidade, quando a narrativa toca o corpo frágil, o tempo curto e o silêncio necessário.<br /> <br /> Esse livro é muito intenso. São muitas mortes, e a forma como o autor escolheu lidar com elas deixou tudo ainda mais triste e verdadeiro.</p>
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@jjr · há 1 ano
Amo demais! Um dos meus preferidos!
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@aleituracria há 1 ano
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<h5><span style='color: red;'>#Lugarfeliz</span></h5><p><strong>Status da Leitura:</strong> Lido</p><p>Detalhes do Livro: <a href='https://www.literunico.com.br/books/869'><strong>Lugar feliz</strong></a></p><p>#Link365TemasLivros<br /> #Desafio365Livros - 28/365<br /> <br /> Comente na Biblioteca em um livro onde a imensidão se esconde no cotidiano, onde o enredo não depende do extraordinário, mas de uma chaleira no fogo, uma palavra não dita ou um gesto que carrega o peso de uma vida inteira.<br /> <br /> Por fora, pode até parecer um romance fofinho, mas o livro vai muito além. Ele revela como a relação se desgastou com o tempo e, ao mesmo tempo, mostra o que os manteve juntos. É uma história sobre amor, vida adulta, amizades e o impacto silencioso do tempo em tudo isso.</p>
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@cassescreve há 1 ano
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#Link365TemasLivros 167 um livro onde a literatura serve como rito de despedida, obras que se aproximam da morte não com frieza ou grandiloquência, mas com intimidade, quando a narrativa toca o corpo frágil, o tempo curto e o silêncio necessário. O ano do pensamento mágico, de Joan Didion. Nessa obra profundamente íntima, Didion narra o ano que se seguiu à morte súbita de seu marido, o escritor John Gregory Dunne, enquanto sua filha estava gravemente doente. Mas o que poderia ser apenas um relato de luto se transforma em um ritual literário de despedida, onde cada frase é um gesto de cuidado com a memória, com o tempo e com o corpo que ficou. A autora não busca consolo nem respostas, ela escreve para não desaparecer junto com a dor. A narrativa é marcada por repetições, pausas e silêncios que ecoam o vazio deixado pela perda. É como se a literatura fosse o único lugar possível para continuar existindo quando tudo o mais se desfaz. A crítica considera esse livro um dos mais comoventes já escritos sobre o luto, justamente por sua honestidade radical e sua recusa em transformar a morte em espetáculo.
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@cassescreve há 1 ano
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#Link365TemasLivros 166 um livro onde a imensidão se esconde no cotidiano, onde o enredo não depende do extraordinário, mas de uma chaleira no fogo, uma palavra não dita ou um gesto que carrega o peso de uma vida inteira. A Imensidão dos Gestos, de Flávio Hastenreiter. Essa obra, publicada em 2024, é uma coletânea de poemas que transforma o cotidiano em território sagrado. Não há grandes reviravoltas, mas há uma chaleira no fogo que ferve como um coração ansioso. Há silêncios que dizem mais do que diálogos. Cada poema é um gesto — às vezes um olhar, às vezes uma ausência — que carrega o peso de uma vida inteira. A linguagem é lírica, mas contida; intensa, mas serena. É como se o autor dissesse: “olhe de novo, o extraordinário está aí, no que você quase não viu”. Leitores têm descrito a experiência de leitura como uma espécie de reencontro com o que é essencial. Um livro para ler devagar, como quem escuta o tempo passar.
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@cassescreve há 1 ano
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#Link365TemasLivros 165 um livro que propõe uma virada de rota íntima, obras que não entregam respostas, mas sugerem outros caminhos para quem se perdeu dentro de si, livros que tocam fundo e silenciosamente deslocam. Tudo é Rio, de Carla Madeira. Publicado em 2021, o romance não oferece respostas fáceis, mas abre fendas por onde a luz entra. A história gira em torno de três personagens: Dalva, Venâncio e Lucy. O que começa como um drama sobre traição e perda se transforma, aos poucos, em uma meditação sobre o perdão, o tempo e a reconstrução do que parecia irremediavelmente quebrado. Cada um deles, à sua maneira, se perde dentro de si e precisa encontrar um novo caminho, não por imposição, mas por sobrevivência emocional.
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@cassescreve há 1 ano
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#Link365TemasLivros 164 um livro que tenha sido escrito como instrumento de transformação social, em que a história não busca apenas comover, mas mover, livros que enfrentam sistemas injustos e, com suas páginas, tentam reescrever o mundo. O Avesso da Pele, de Jeferson Tenório. A história é narrada por Pedro, um jovem negro que, após a morte do pai — um professor vítima da violência policial , tenta reconstruir sua história familiar e entender o que significa ser negro em um país estruturalmente racista. A narrativa é íntima, mas profundamente política: cada lembrança, cada silêncio, cada gesto é atravessado por um sistema que marginaliza, apaga e violenta. O livro não busca apenas comover, ele mexe com estruturas, questiona o papel da escola, da polícia, da família, da linguagem. E faz isso com uma prosa lírica, contida, mas carregada de força. Foi vencedor do Prêmio Jabuti e é considerado um dos romances mais importantes da literatura brasileira contemporânea.
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@cassescreve há 1 ano
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#Link365TemasLivros 163 um livro onde a identidade poética se multiplica, e cada poema revela uma face distinta do autor, não como incoerência, mas como vastidão. Obras onde o eu lírico se fragmenta para se tornar mais inteiro. Mais eus do que eu, de Diego Grando. Publicado em 2008, mas ainda reverberando com força, o livro é resultado de uma dissertação de mestrado em Escrita Criativa que se desdobra em poemas onde o sujeito lírico assume múltiplas vozes, máscaras e tons. Não há uma identidade fixa: há um coro. O poeta pode ser jogral, guerreiro, místico, Orfeu, tudo ao mesmo tempo, ou em momentos distintos. Essa multiplicidade não é ruído, mas harmonia dissonante, como se cada poema fosse uma janela para um aspecto do mesmo ser em expansão. A obra dialoga com a tradição de Fernando Pessoa e Mário Faustino, mas com uma linguagem contemporânea, marcada por ironia, lirismo e experimentação formal. A crítica destaca como Grando transforma a fragmentação em potência poética — o “eu” não se perde, ele se amplia.
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@cassescreve há 1 ano
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#Link365TemasLivros 162 um livro onde o registro íntimo se torna documento universal, obras escritas como diários, cartas ou confissões, que mesmo sem a intenção de ser lidas por muitos, acabaram marcando a todos. Diário Íntimo, de Lima Barreto. Escrito entre 1905 e 1922, mas publicado postumamente, esse diário não foi feito para o público — e talvez por isso mesmo seja tão poderoso. Nele, Lima Barreto expõe suas angústias, frustrações, crises de identidade, racismo sofrido, solidão e a luta contra o alcoolismo. É um texto cru, sem retoques, onde o autor se despe diante de si mesmo — e, sem saber, diante de todos nós. O que era confissão virou documento: um retrato do Brasil da Primeira República, das dores de um homem negro e intelectual num país que o rejeitava, e da alma humana em sua forma mais vulnerável. Como escreveu um crítico, “ler o Diário Íntimo é como ouvir um sussurro que atravessa o tempo e nos alcança no escuro”.
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@cassescreve há 1 ano
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#Link365TemasLivros 161 um livro que tenha como protagonista alguém de identidade híbrida, personagem que pertence a dois mundos e não é aceito por nenhum, e que precise forjar seu próprio lugar entre a origem e a escolha. A graphic novel Hoka Hey!, do artista francês Neyef Esteban, publicada no Brasil pela editora Taverna do Rei A história acompanha Georges, um jovem mestiço indígena que vive entre dois mundos: o dos colonizadores brancos e o dos povos originários. Mas ele não pertence completamente a nenhum deles. Essa condição de “entre-lugar” é o que move toda a narrativa, uma busca por pertencimento em um mundo que insiste em apagá-lo. Neyef constrói um protagonista que não quer glória nem redenção, apenas um sentido para existir. A ambientação é o Velho Oeste, mas longe dos clichês: aqui, o western é desconstruído com uma estética que mistura mangá, animação japonesa e crítica social. A arte é vibrante, cinematográfica, e acompanha o clima emocional da história com uma paleta de cores que alterna entre tons quentes e frios. A crítica tem elogiado a profundidade com que o autor trata temas como racismo, exclusão e trauma — tudo isso sem abrir mão da ação e da beleza visual.
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@cassescreve há 1 ano
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#Link365TemasLivros 160 um livro onde o fantástico nasce da infância, e a imaginação não serve para entreter, mas para processar afetos confusos, raiva, medo, abandono, amor, que ainda não sabem dizer o próprio nome. Espinho de Arraia, de Roger Mello. A história começa com um dos oito irmãos narrando como chegou ao fundo de um rio de águas escuras. Mas o mergulho não é só literal, é também emocional. O fantástico surge da infância, sim, mas não como fuga: é uma forma de dar corpo ao que não se entende, de nomear o que ainda não tem nome. O peixe aruanã, que engole os próprios filhotes para protegê-los, vira metáfora de cuidado e medo. As borboletas amarelas, as plantas amazônicas, os silêncios entre os irmãos — tudo se transforma em símbolo de afetos confusos, de perdas que ainda doem, de amor que ainda não sabe como se dizer. As ilustrações do próprio autor intensificam essa experiência sensorial: são vivas, oníricas, e ao mesmo tempo carregadas de melancolia. A crítica tem elogiado justamente essa fusão entre texto e imagem, onde a infância é retratada como um território de beleza e dor, de invenção e sobrevivência.
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@cassescreve há 1 ano
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#Link365TemasLivros 159 um livro onde a poesia ou a prosa se façam instrumento de denúncia, mas sem abrir mão da beleza formal, obras que transformam a revolta em linguagem Aleijão, de Eduardo Sterzi. Publicado em 2009, mas ainda absolutamente atual, o livro é um grito lírico e político, onde a poesia se torna trincheira e cicatriz. Sterzi constrói uma linguagem que não suaviza a dor, mas a molda com precisão estética. Os poemas denunciam violências familiares, urbanas e sociais, entrelaçando temas como desigualdade, repressão e herança traumática. A cidade, a família e o corpo são apresentados como territórios de conflito — e a poesia, como o único espaço possível para que essa revolta não se transforme em silêncio. Críticos e estudiosos destacam como a obra transforma a denúncia em forma, sem abrir mão da beleza formal. A violência não é apenas tema, mas estrutura: ela está no ritmo, nas quebras, nas imagens que ferem e iluminam. Como aponta uma análise da Universidade de Brasília, a poesia de Aleijão “é uma herança sanguínea e social, nascida na família, expandida na cidade e infiltrada no corpo até o colapso"
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@cassescreve há 1 ano
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#Link365TemasLivros 158 um livro onde a inquietação interior se revela com intensidade lírica, obras em que o conflito é íntimo e o poema ou a prosa se tornam o único lugar possível para que o excesso da alma não transborde em silêncio. Outro livro que preciso ler ainda esse ano: O Peso do Pássaro Morto, de Aline Bei. Publicado originalmente em 2017, mas ainda reverberando fortemente em 2025, o romance é escrito em uma prosa poética que pulsa como um coração inquieto. A história acompanha uma mulher dos 8 aos 52 anos, atravessando perdas, silêncios, violências e descobertas. A linguagem é fragmentada, delicada e brutal ao mesmo tempo — como se cada frase fosse o único espaço possível para conter o que não cabe no corpo. A crítica tem elogiado a forma como Aline Bei transforma a dor em ritmo, e o trauma em beleza. Leitores falam de lágrimas inesperadas, de identificação profunda, de um livro que parece sussurrar e gritar ao mesmo tempo. É uma obra que não narra apenas uma vida ela a sente, e nos faz sentir também.
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