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@EscritosdeVitorHugo

Vitor Hugo Oliveira de AraĂșjo
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PĂșblico
Canto Ferido

NinguĂ©m ouve esse soluço, ninguĂ©m ouve esse murmĂșrio, esse choro quase mudo, sai dĂłido ecoa o mundo!

Esse coração partido, esse sangue nesse muro, esse luto tão difícil, esse luto pelo mundo! Essa vida tão sofrida, essas farpas na minha alma!

Vou sangrar! E muito sangue eu vou perder, vou chorar e o mundo inteiro vai inundar! Mas vou beber desse meu sangue! Colocar tudo pra dentro e nadar!

Vou cair nesse chão frio, vou sentir a dor no ar, mas vou nascer no fogo e até o chão vou esquentar!

Vou seguir nesse meu choro, derrubando muito sangue, mas sigo levantando, sigo andando, vou nadando e me arrastando!

Eu posso sofrer muito, mas parar eu nĂŁo vou nunca.

Vou sair do desse abismo, e quando olhar o horizonte espero ver um paraĂ­so.
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PĂșblico
Peito Aberto

Hå dias em que a vida me derruba, me arregaça, me estilhaça! Me esmaga nas paredes da minha vida!

Eu despenco, vou ao chão com feridas em aberto! Mas levanto piso firme! ouço o estalo dos meus cacos arrando a minha pele!

Mas resisto, Sigo em frente!Do meu corpo escorre o sangue, deixo o rastro das minhas lutas! Recomeço num levante!

Ontem quis deixar o mundo, hoje quero escrever tudo! Venham farpas, venham facas, Venham dores, venham tudo!

Vou estufar o meu peito, vou ranger os meus dentes, vou olha-los com raiva! E vou enfrenta-los com todo o meu tudo!

E mesmo que eu caia, cairei lutando com fĂșria.
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PĂșblico
Esquecimento

Cada momento, cada lembrança, cada gracejo, cada sorriso se perderå em fundas covas!

Cada alegria, cada tristeza! Os bons amores, os maus enganos, os desalentos e os abraços! Cada detalhe perdido em chamas, todo o respiro termina em cinzas

Toda conquista, todos os passos! As nossas lutas, nossos abismos e as nossas quedas! O tempo leva, tudo apodrece, os ossos quebram, tudo se esquece!

Veja que triste viver a vida, veja que dor, tanto amor perdido, memórias fracas que a morte apaga! Como é doído ser dessa raça, nasceu sabendo que tudo acaba!

Tento viver com alegria, tento sorrir pro sol nascente, e aproveitar o azul celeste, mas o meu medo sempre me impede! O medo amargo da morte certa! O medo frio de ser esquecido.
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PĂșblico
Gotas de Vermelho

Por trĂĄs dos olhos o mar transborda, gotas temperadas, gotas de vermelho!

E calmamente as gotas caiem, escorrem lentamente, marcam o nosso corpo!

Carne ferida! Ferida aberta! Feridas invisĂ­veis! Cospem nossas dores, em gotas de vermelho!

A cada passo da caminhada, novos cortes cortam! Feridas novas brotam!

E aos nossos pés se forma a poça! Se forma o mar vermelho! De lågrimas e sangue!

SĂŁo gotas muitas! SĂŁo muitas gotas! NĂŁo sei por quanto tempo resisto ao mar vermelho!

Talvez eu deva ficar parado, olhar o mar crescendo, me afogar no mar vermelho!

Talvez assim, se findam as gotas! Sem mares transbordando! Sem mais novas feridas e sem gotas de vermelho!
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PĂșblico
Esquecimento

Cada momento, cada lembrança, cada gracejo, cada sorriso se perderå em fundas covas!

Cada alegria, cada tristeza! Os bons amores, os maus enganos, os desalentos e os abraços! Cada detalhe perdido em chamas, todo o respiro termina em cinzas.

Toda conquista, todos os passos! As nossas lutas, nossos abismos e as nossas quedas! O tempo leva, tudo apodrece, os ossos quebram, tudo se esquece!

Veja que triste viver a vida, veja que dor, tanto amor perdido, memórias fracas que a morte apaga! Como é doído ser dessa raça, nasceu sabendo que tudo acaba!

Tento viver com alegria, tento sorrir pro sol nascente, e aproveitar o azul celeste, mas o meu medo sempre me impede! O medo amargo da morte certa! O medo frio de ser esquecido.
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PĂșblico
O Abismo

Ando sempre circundando o precipĂ­cio, fecho os olhos, tenho medo do abismo!

Eu caminho, me equilibro e também desequilíbro, bate o vento me atordoo, quase perco, perco tudo para o abismo.

Ouço ao longe, o grunhindo, ouço as garras na parede, é o monstro me olhando, me esperando, aguardando, o momento em que eu caio! Caio para sempre, no infinito do abismo!

Quase pulo! O abismo vez ou outra eu desejo! Mas o medo do escuro, sempre faz eu dar a volta.

Pois que seja! Vou seguir, que se dane aquele monstro! Ando em frente, calmamente! Até que enfim só me reste o abismo.
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PĂșblico
O Mundo Além dos Olhos

Até onde vão os nossos olhos? até onde vai o nosso toque? Quantos sons o nosso ouvir não alcança? Quantos cheiros não podemos sentir?

Quais os segredos que o mundo esconde, que nĂłs, presos em nosso falho corpo, jamais descobriremos?

Quais são as cores que se escondem, o cheiros que não sentimos, quais são essas coisas que nossa percepção não alcança?

Pode haver um mundo escondido sob nossa narinas, pode haver um mar por trås do véu que achamos ser a realidade!

Talvez lĂĄ esteja o sentido quero nĂŁo encontrarmos em nossa existĂȘncia, ou talvez lĂĄ encontremos a cruel verdade que a muito jĂĄ suspeitavamos, que nada tem sentido e a vida talvez seja uma piada de mau gosto
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PĂșblico
ViolĂȘncia

Olha sĂł pra esses corpos, quanto sangue espalhado, quanto grito abafado. Ouça sĂł quanto estalo! É de pescoço quebrado, Ă© de arma engatilhando.

ViolĂȘncia Ă© o jeito, violĂȘncia Ă© o meio. Na cabeça desse mundo, violĂȘncia Ă© linguagem. Mais que raça! Mais que praga! Que maldita humanidade que sĂł fala violĂȘncia!

Vejam as balas voando, espalhando o vermelho. Mas cuidado, nĂŁo se engane: essa bala nĂŁo Ă© doce! E o vermelho Ă© puro sangue!

ViolĂȘncia Ă© o jeito, violĂȘncia Ă© o meio. Na cabeça desse mundo, violĂȘncia Ă© linguagem. Mais que raça! Mais que praga! Que maldita humanidade que sĂł fala violĂȘncia!

Nossa terra Ă© de massacre, de tristeza, de chicote! É regada de nativo, Ă© regada de africano. Foi no sangue dessa gente que essa terra se afogou, floresceu o preconceito.

ViolĂȘncia Ă© o jeito, violĂȘncia Ă© o meio. Na cabeça desse mundo, violĂȘncia Ă© linguagem. Mais que raça! Mais que praga! Que maldita humanidade que sĂł fala violĂȘncia!

Lá na cabeça do mundo tem riquinho bem formoso, tem sofá bem confortável, bem macio. É de carne, bebe sangue e nada em grana!

ViolĂȘncia Ă© o jeito, violĂȘncia Ă© o meio. Na cabeça desse mundo, violĂȘncia Ă© linguagem. Mais que raça! Mais que praga! Que maldita humanidade que sĂł fala violĂȘncia!

Pelos campos desse mundo, o sol queima, muito soa! Muito braço no trabalho, muita cuca no mormaço. Engole a comida fria! O seu filho sem futuro, seu suor regando o mundo.

Veja sĂł que mundo injusto! É violĂȘncia mais violĂȘncia! Caço solução na paz, mas tambĂ©m tem violĂȘncia! E do Ăłdio que ela traz tambĂ©m fico violento! E Ă© violĂȘncia e mais violĂȘncia!

ViolĂȘncia Ă© o jeito, violĂȘncia Ă© o meio. Na cabeça desse mundo, violĂȘncia Ă© linguagem. Mais que raça! Mais que praga! Que maldita humanidade que sĂł fala violĂȘncia!
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PĂșblico
A Vida e O Mundo

RĂĄpida, efĂȘmera, veloz Ă© a vida, sem paciĂȘncia para esperar pelos perdidos, sem piedade para esperar que se redima

Gigante, indĂŽmito, cruel Ă© o maquinĂĄrio, tritura nossa carne e do suco tira ouro! Ouro cor vermelha, ouro que vem do couro.

Forca de tecido, roupa de europeu, torres de concreto, nĂșmeros na tela! Matam o criativo, sufocam todo o lĂșdico!

Cospem o "inĂștil", abandonam a prĂłpria sorte, sugam o que Ă© Ăștil atĂ© nĂŁo sobrar nada!

Essa é a vida! Doida por conta do mundo! Esse é o mundo quebrado pelos vivos cruéis!

E a nĂłs resta sofrer, chorar e tentar viver andando por esse corredor polonĂȘs!

A nĂłs resta lutar para ao menos nĂŁo deixar nosso espĂ­rito morrer
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PĂșblico
ParanĂłia

O descaso no olhar, o riso baixinho, o tom de falar, o andar afastado, o pensar que te julga, as costas que te abandonam, tudo isso eu vejo, tudo isso sinto!

Sinto? Vejo? Isso realmente existe? Ou serĂĄ eu e meu egocentrismo? Talvez tudo nĂŁo passe de um sintoma, da falsa ideia de que eu seja importante.

Ou talvez seja a dor, a dor que reverbera em minha alma desde criança, a dor de ser excluído, deixado de lado, a dor de ser reprimido, a dor do medo de ser eu mesmo!

É! Talvez seja isso! Talvez seja medo de me escarnecerem, de rirem, debocharem! De me acharem ridículo! É isso! É meu medo passado que causa meu medo de agora!

SĂŁo as dores passadas e os prantos perdidos em meu travesseiro que me jogam com tudo, e entĂŁo eu afundo no imenso mar da paranĂłia!
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