Cada momento, cada lembrança, cada gracejo, cada sorriso se perderå em fundas covas!
Cada alegria, cada tristeza! Os bons amores, os maus enganos, os desalentos e os abraços! Cada detalhe perdido em chamas, todo o respiro termina em cinzas
Toda conquista, todos os passos! As nossas lutas, nossos abismos e as nossas quedas! O tempo leva, tudo apodrece, os ossos quebram, tudo se esquece!
Tento viver com alegria, tento sorrir pro sol nascente, e aproveitar o azul celeste, mas o meu medo sempre me impede! O medo amargo da morte certa! O medo frio de ser esquecido.
Cada momento, cada lembrança, cada gracejo, cada sorriso se perderå em fundas covas!
Cada alegria, cada tristeza! Os bons amores, os maus enganos, os desalentos e os abraços! Cada detalhe perdido em chamas, todo o respiro termina em cinzas.
Toda conquista, todos os passos! As nossas lutas, nossos abismos e as nossas quedas! O tempo leva, tudo apodrece, os ossos quebram, tudo se esquece!
Tento viver com alegria, tento sorrir pro sol nascente, e aproveitar o azul celeste, mas o meu medo sempre me impede! O medo amargo da morte certa! O medo frio de ser esquecido.
Talvez lĂĄ esteja o sentido quero nĂŁo encontrarmos em nossa existĂȘncia, ou talvez lĂĄ encontremos a cruel verdade que a muito jĂĄ suspeitavamos, que nada tem sentido e a vida talvez seja uma piada de mau gosto
Pelos campos desse mundo, o sol queima, muito soa! Muito braço no trabalho, muita cuca no mormaço. Engole a comida fria! O seu filho sem futuro, seu suor regando o mundo.
O descaso no olhar, o riso baixinho, o tom de falar, o andar afastado, o pensar que te julga, as costas que te abandonam, tudo isso eu vejo, tudo isso sinto!
Sinto? Vejo? Isso realmente existe? Ou serĂĄ eu e meu egocentrismo? Talvez tudo nĂŁo passe de um sintoma, da falsa ideia de que eu seja importante.
Ou talvez seja a dor, a dor que reverbera em minha alma desde criança, a dor de ser excluĂdo, deixado de lado, a dor de ser reprimido, a dor do medo de ser eu mesmo!
Ă! Talvez seja isso! Talvez seja medo de me escarnecerem, de rirem, debocharem! De me acharem ridĂculo! Ă isso! Ă meu medo passado que causa meu medo de agora!
SĂŁo as dores passadas e os prantos perdidos em meu travesseiro que me jogam com tudo, e entĂŁo eu afundo no imenso mar da paranĂłia!