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*Nosso jeito*
Acorda
meio sonolento,
se enrosca
no meu corpo,
se aquecendo.
Faz cócegas
com sua barba
em minha nuca.
Se aproxima
da minha orelha
e cafunga.
Com habilidade
me toca
e me desnuda.
Desbrava meu corpo,
me envolvendo
me contorço
nessas mãos…
em seus dedos…
Delírios…
Inspiro, expiro…
Não aguento…
Desejo…
Arrebito…
Gemo…
Me provoca,
cutucando por trás,
mostrando seu desejo,
me amando aos beijos,
num abraço de urso,
agarrando firme
minha cintura…
com firmeza, me puxa.
Me explora…
com delicadeza.
Me procura… encaixes…
Telepaticamente guiado,
intuitivamente
buscando
lugares vagos.
Vagando entre
minhas bandas,
minhas fendas,
minhas pernas.
Se encaixa carinhoso,
despertando meu corpo,
consumido
na umidade
do meu ventre,
te recebo, escorro.
Se aloja confortavelmente,
com jeitinho,
esbraveja
da sensibilidade
aos pulsares,
bem no fundo,
apertadinho,
me sente.
Ligados por dentro,
numa só alma,
queimando
em movimentos
calmos e sem pausas,
intensos, profundos,
sedentos.
Neste momento
do nosso dia,
ao nosso jeito,
desejando
um ao outro
um dia perfeito,
ardendo,
aconchegados
em nosso leito.
Fazemos do amor,
um jeito maravilhoso
de começar um dia!
MarU
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#Desafio 150
*Palavras fugindo*
Peguem elas,
rápido!
As palavras
estão espalhadas
para todos os lados…
Correndo agitadas,
fugindo da minha caneta,
se perdendo na cabeça,
se batendo no desespero
e desfazendo-se em letras
aos pedaços pelo chão.
Rápido,
alguém me ajude, então!
Estou escrevendo
o silêncio
do que não há palavras
restantes
para descifrar.
Se tornará
um enigma,
Para desvendar…
Sem palavras,
minha escrita está contida…
dentro do peito,
com a caneta na mão
escrevendo reticências
e pontos de exclamação.
Tudo bem!
Me darei
uma pausa
para um respiro.
Enquanto as palavras
me fogem,
eu sento
e reflito,
até elas se acalmarem
e voltarem pra mim,
com menos agitação.
Quando me permitirem
escrever sobre isso,
criarei um poema
letrado
e bonito.
Mas enquanto isso,
preciso retomar o fôlego
e acalmar o que sinto,
deixar fazer sentido,
no meu próprio
coração.
MarU
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*Inteira*
Quero toques múltiplos,
boca sugando meus mamilos,
dedo no meu cu,
respiração ofegante,
encaixe alucinante,
desespero…
Sua mão forte
controlando o movimento…
ritmado…
Quero toque pesado,
grudado,
quase violento…
Quero fome!
Quero você sedento…
Quero sentir você,
metido e inteiro,
dentro.
Me dê o que eu gosto,
E do meu gozo,
receberá
todos os meus pulsares
involuntários,
como resposta.
Receberá meus calores,
lubrificando nossa foda.
Receberá meus gemidos
afrodisíacos
de satisfação
de mulher fogosa.
E ao fim,
notará que me tem inteira:
na carne
que com você goza,
desfeita,
até só restar
minha alma
em você.
MarU
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Meu poema 139 do desafio 108 *Amor doentio* na voz marcante da declamista Jen Stellet @jenthepanda no threads e Instagram. Estou honrada em ouvir meu poema no timbre feminino mais perfeito que já ouvi. ❤️奈 Gratidão!
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#Desafio 148
^A lua e eu*
Vaguei
no deserto da vida,
em busca
de um oásis.
Achei
que ser vento me faria
alcançar
a sonhada miragem.
Soprei nos ventos
um destino.
Sem destino,
encontrei a imagem…
da lua,
à noite, refletindo
nas águas
minha própria imagem.
Como a vida,
o reflexo mudava,
da luz
que me contornava.
Curiosa,
a volta eu dava,
ansiando ver
o que o reflexo mostrava.
Notei
sete formas distintas.
Em todas,
eu estava partida.
Cada uma
das imagens exibidas
mostrava uma parte
de mim escondida.
Chateada,
tentando entender,
mais uma volta dei
sem perceber.
E ao me ver,
novamente refletida,
me encontrei
cheia, iluminada e bonita.
Pra mim,
fazia todo sentido:
a lua tem
oito fases.
Em sete delas,
algumas partes
Venho omitindo.
Mas,
para aprender a se ver
de verdade,
foram precisas
muitas viagens.
Aprender paciente,
a viver a passagem
e surpreender-se
completa,
ao entender a viagem.
MarU
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#Desafio 147
*Avessos*
Avessos…
Meus versos estão avessos!
Você fala comigo,
eu estremeço.
Me entrego,
desnudando a alma,
esqueço
de tentar ocultar
meu segredo.
Avessos,
estes versos
que escrevo pelada,
das profundezas
da minha alma,
nua letra a letra,
palavra a palavra,
bem na sua frente,
baixando a guarda.
Avessos,
entrego tudo
que tinha guardado dentro.
Exponho minhas vergonhas…
sofrimento…
Lembro da promessa
que vivo me fazendo,
e esqueço de lembrar
diante do seu olhar.
Avessos…
Que tento recompor dentro,
e guardar
como vinha sempre fazendo.
Virada do avesso,
juntando sentimentos
espalhados pelo chão
do meu coração a suspirar…
E do avesso,
num suspiro calado,
eu tropeço e caio.
Me esborracho ao chão,
perdendo as estribeiras,
caindo em contradição…
me entrego no ato,
como se fosse pega.
Do avesso,
enquanto me junto
e me cato, calada,
em meio a bagunça,
me fecho no anonimato,
tentando controlar,
de alguma maneira,
a vergonha e insegurança
de expor meus avessos
pra você.
Meus avessos,
são difíceis compreender.
MarU
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